Primeira edição do Estágio SARP no CIASC qualifica operadores de drones para IVR e apoio tático, integrando a recém-criada Escola de Drones à doutrina e às operações dos Fuzileiros Navais
Os Fuzileiros Navais deram um passo significativo na modernização ao concluir uma formação pioneira voltada a operadores de drones, com foco em Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, e apoio às operações militares.
A capacitação combinou pilotagem, planejamento de missões, segurança operacional e emprego tático de plataformas SARP das categorias 0 e 1, preparando o efetivo para obter informações em tempo real e melhorar a tomada de decisão em campo.
Conforme informação divulgada pelo Corpo de Fuzileiros Navais.
Detalhes da formação e habilidades desenvolvidas
O Estágio de Qualificação Técnica Especial de Operador de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas, conhecido como Estágio SARP, ofereceu treinamento prático e teórico aos participantes, com ênfase em consciência situacional, observação aérea e segurança.
Os instrutores trabalharam cenários variados para capacitar os futuros operadores de drones a integrar dados a tempo real às operações dos Fuzileiros Navais, aumentando a eficiência das missões de reconhecimento e vigilância marítima e terrestre.
Dados oficiais sobre a primeira turma
Segundo a divulgação oficial, “a primeira edição do estágio foi realizada entre os dias 5 e 22 de maio de 2026 e formou 21 operadores qualificados.” A cerimônia de encerramento ocorreu em 22 de maio, marcando oficialmente a conclusão do ciclo.
Além de militares de várias Organizações Militares da Marinha do Brasil, participaram representantes de instituições parceiras, entre eles servidores da Controladoria-Geral da União, o que evidencia o interesse civil e institucional no emprego seguro dessas tecnologias.
Escola de Drones do CIASC e o marco institucional
Sobre a iniciativa, o CIASC informou que “Inaugurada em 17 de março de 2026, a Escola de Drones do CIASC tornou-se a primeira escola militar do Brasil voltada especificamente para o estudo, desenvolvimento doutrinário e capacitação de operadores de drones militares.”
A criação da Escola de Drones representa um esforço para consolidar uma doutrina nacional sobre o emprego militar de sistemas remotamente pilotados, alinhando a Marinha do Brasil às tendências observadas nas principais forças armadas do mundo.
Impacto operacional e próximos passos
Com a formação dos primeiros operadores de drones, os Fuzileiros Navais ampliam sua capacidade de obtenção de informações em tempo real, o que reduz riscos ao efetivo e melhora a tomada de decisão em operações complexas.
O avanço tecnológico e a qualificação profissional foram destacados pelas autoridades presentes na cerimônia, que indicaram continuidade nos investimentos em capacitação, doutrina e integração institucional para expandir o uso de drones em missões de monitoramento, proteção de infraestruturas críticas e apoio a ações governamentais.
A presença do Superintendente Adjunto da CGU na cerimônia reforça o alcance interinstitucional da iniciativa, e a qualificação inicial deve servir de base para módulos avançados de emprego tático e para a incorporação de novas capacidades operacionais pela Marinha do Brasil.


