segunda-feira
29 junho

Marinha do Brasil projeta resiliência marítima na 6ª Conferência MARSEC COE da OTAN em Istambul, estudo do Capitão Eduardo de Castro Saar selecionado para publicação

A apresentação em Istambul reforçou que a proteção de portos e infraestruturas exige integração entre Estado, iniciativa privada e academia para enfrentar ameaças no ambiente marítimo

A Marinha do Brasil levou o tema da resiliência marítima a um dos principais fóruns internacionais do setor, ao participar da 6ª Conferência de Segurança Marítima promovida pelo Centro de Excelência em Segurança Marítima da OTAN, o MARSEC COE, em Istambul.

O trabalho apresentado pelo Capitão de Fragata Eduardo de Castro Saar foi reconhecido com a seleção para publicação internacional, destacando a produção científica da instituição e a capacidade brasileira de contribuir no debate global sobre segurança marítima.

O estudo reforça que a construção de sistemas marítimos resilientes depende da articulação entre governos, empresas privadas, centros de pesquisa e instituições de segurança, formando redes colaborativas para responder com rapidez a crises e ataques.

conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

Resiliência marítima ganha espaço nos debates internacionais

A crescente dependência das rotas marítimas transformou a resiliência marítima em um tema central das estratégias de defesa e segurança. Na conferência em Istambul, especialistas abordaram ameaças híbridas, ataques cibernéticos, interrupções logísticas e desastres naturais que afetam o ambiente marítimo.

O conceito, segundo a fonte, é definido de forma clara, “Resiliência marítima é a capacidade de sistemas portuários, logísticos, energéticos e institucionais de resistirem, adaptarem-se e recuperarem-se rapidamente diante de crises, ataques, acidentes ou desastres que afetem o ambiente marítimo”, frase que ajuda a orientar políticas públicas e ações privadas.

O estudo brasileiro e a integração entre setores

O artigo apresentado pelo Capitão de Fragata Eduardo de Castro Saar destacou que a proteção das infraestruturas críticas depende da integração entre Estado, iniciativa privada e comunidade acadêmica. A proposta fortalece a ideia de redes colaborativas capazes de responder rapidamente a situações de crise.

A seleção do trabalho para publicação internacional evidencia o reconhecimento da produção científica da Marinha do Brasil, e amplia a inserção do país nos debates sobre inovação, segurança cibernética e proteção de cadeias logísticas marítimas.

Cooperação internacional e impacto para o Brasil

Embora o Brasil não integre a OTAN, a participação em eventos do MARSEC COE amplia oportunidades de cooperação acadêmica, intercâmbio técnico e fortalecimento institucional. A presença brasileira em Istambul demonstra capacidade de produzir conhecimento estratégico e de colaborar em soluções globais.

Para portos, empresas de energia, operadores logísticos e órgãos públicos, a ênfase na resiliência marítima estimula a formação de especialistas, amplia a produção acadêmica e favorece a inovação tecnológica aplicada aos desafios contemporâneos do ambiente marítimo.

Mais do que um debate técnico, a construção da resiliência marítima representa um investimento contínuo na segurança das populações, na estabilidade econômica e na proteção dos recursos nacionais, integrando políticas públicas e iniciativas privadas em prol da segurança dos mares.

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