Missão “Hidrográfica Extra I” mapeou 57,89 quilômetros quadrados em 73 dias pelo NHo Garnier Sampaio, com foco em aumentar a segurança da navegação e otimizar o fundeio
A Marinha do Brasil concluiu um levantamento hidrográfico na Baía de São Marcos que pode ampliar a capacidade dos fundeadouros usados por grandes embarcações na região.
O estudo reuniu dados maregráficos, hidrográficos e geológicos durante 73 dias de operação a bordo do Navio Hidroceanográfico (NHo) Garnier Sampaio, com objetivo de subsidiar decisões sobre navegabilidade e expansão de áreas de ancoragem.
Os resultados serão usados para atualizar cartas náuticas e aperfeiçoar o zoneamento de marés entre o Terminal da Ponta da Madeira e o canal de navegação da baía, reforçando a segurança da navegação e a eficiência logística.
conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Detalhes da missão e área mapeada
A operação, batizada de “Hidrográfica Extra I”, ocorreu entre os dias 18 de março e 30 de maio, segundo os dados oficiais. Ao longo do trabalho, a equipe mapeou 57,89 quilômetros quadrados do fundo marinho, coletando medições que incluem batimetria e características sedimentares.
O levantamento identificou predominância de areia fina e média em grande parte da área estudada, informação que é crucial para estudos de navegabilidade e para eventuais projetos de ampliação dos fundeadouros.
Impacto na segurança e nas operações portuárias
As informações geradas permitirão atualizar cartas náuticas e realizar análises técnicas sobre a ampliação das áreas de fundeio, medidas que tendem a reduzir riscos para embarcações de grande porte e trazer maior previsibilidade às operações.
Ao reforçar a segurança da navegação, o levantamento também contribui para operações mais seguras entre o Terminal da Ponta da Madeira e o canal de navegação da baía, permitindo um planejamento mais preciso das manobras.
Relevância para o Porto de Itaqui e a logística
A Baía de São Marcos integra um dos principais corredores logísticos do país, responsável pelo escoamento de minerais, grãos e cargas industriais. A possível ampliação dos fundeadouros pode aumentar a capacidade operacional da região, reduzir gargalos e dar mais flexibilidade a navios em espera.
O Porto de Itaqui, apontado como estratégico para exportações brasileiras, pode se beneficiar diretamente com dados atualizados, que auxiliam na redução de custos operacionais e no aumento da competitividade dos produtos nacionais.
Parceria entre Marinha e Vale e importância estratégica
A missão foi realizada em parceria com a Vale S.A., exemplificando como cooperação entre instituições públicas e empresas privadas pode gerar ganhos para a infraestrutura marítima. Essa integração fortalece a chamada Amazônia Azul, área estratégica para os interesses econômicos e logísticos do país.
Ao disponibilizar informações hidrográficas atualizadas, a Marinha contribui para a proteção dos interesses nacionais, para a segurança do tráfego marítimo e para o fortalecimento da infraestrutura que sustenta o crescimento econômico do Brasil.


