Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery chega a Belém para reforçar a presença da Marinha na Amazônia Oriental e oferecer atendimento de média complexidade em rios e ilhas
A chegada do Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery a Belém marca um avanço na assistência à saúde fluvial, com capacidade para levar exames e procedimentos a localidades de difícil acesso.
A embarcação foi projetada para atuar nos rios Amazonas, Tocantins, Xingu e Tapajós, e no Arquipélago do Marajó, ampliando rotas de atendimento em áreas onde o transporte fluvial é a principal via de acesso.
As informações sobre a operação, estrutura e metas da nova embarcação foram divulgadas pelo Comando do 4º Distrito Naval, conforme informação divulgada pelo Comando do 4º Distrito Naval.
Estrutura hospitalar e capacidades
O Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery foi concebido como uma plataforma fluvial de saúde, com uma das mais completas estruturas hospitalares embarcadas da Marinha na região amazônica.
A embarcação dispõe de consultórios médicos e odontológicos, laboratório, salas de mamografia, raio-X, ultrassonografia e uma sala para procedimentos invasivos e cirurgias de baixa complexidade, além de farmácia, triagem, leito de internação e central de material esterilizado.
Dados oficiais do Comando do 4º Distrito Naval, sobre o NAsH “Anna Nery”:
- Mais de 40 mil atendimentos previstos por ano
- 25 compartimentos destinados à assistência hospitalar
- 47 militares na tripulação fixa
- Capacidade para embarcar 21 profissionais voluntários
- Até 20 dias de autonomia sem reabastecimento
- Até 45 dias de autonomia em medicamentos e insumos
- Atuação nos rios Amazonas, Tocantins, Xingu e Tapajós
- Apoio às comunidades do Arquipélago do Marajó
Alcance operacional e logística
Construído em Manaus, no Estaleiro Bibi, o navio integra a estrutura operacional do Comando do 4º Distrito Naval, fortalecendo a presença da Marinha em municípios com difícil acesso e baixos indicadores sociais.
Com autonomia para até 20 dias sem reabastecimento e capacidade operacional de até 45 dias em relação aos insumos hospitalares, o navio pode permanecer longos períodos em missão, ampliando a continuidade do atendimento.
O Comando ressalta que a embarcação complementa as operações já realizadas pela Força na região, e que a combinação do novo navio com o NAsH “Sargento Lima” amplia a oferta de serviços, sobretudo na média complexidade, para populações vulneráveis.
Impacto social, presença do Estado e parcerias
O nome da embarcação tem simbolismo, por homenagear a pioneira da enfermagem brasileira, e representa um instrumento de presença do Estado na Amazônia, com foco em cidadania e inclusão social.
Segundo o comandante do navio, Capitão de Corveta Diego Rodrigues, a nova embarcação representa um avanço importante para o atendimento às populações que vivem em municípios com menores índices de desenvolvimento humano, conforme informações oficiais do Comando do 4º Distrito Naval.
O Vice-Almirante Adriano Marcelino Batista, comandante do 4º Distrito Naval, destacou que o “Anna Nery” complementa as capacidades já oferecidas pelo NAsH “Sargento Lima”, fortalecendo a integração nacional por meio da saúde fluvial.
Além da tripulação fixa, o navio tem capacidade para embarcar até 21 profissionais voluntários, civis ou militares, e atuar em parceria com universidades, organizações da sociedade civil e órgãos públicos, ampliando o alcance das ações humanitárias.
Ao chegar a Belém, o Navio de Assistência Hospitalar Anna Nery reforça o compromisso da Marinha do Brasil com a proteção da vida, a assistência social e o desenvolvimento humano nas comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental.


