Em atuação na faixa de fronteira, equipes especializadas monitoram rios e solos, coletam amostras e ampliam a resposta interagências contra o uso de cianeto no garimpo ilegal
Operação Catrimani II mobilizou tropas e tecnologia para identificar e neutralizar o uso de cianeto no garimpo ilegal em Roraima.
As ações envolveram voos de reconhecimento, patrulhas mecanizadas e coletas de amostras sólidas e líquidas em áreas remotas, com foco na proteção de comunidades ribeirinhas e povos indígenas.
Conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Tecnologia e detecção em áreas isoladas
Para aumentar a precisão na identificação de riscos químicos, as equipes do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (1º Btl DQBRN) empregaram detectores de alta sensibilidade.
Segundo a fonte, “As equipes utilizaram detectores químicos de alta sensibilidade, como os sistemas Falcon 4G, GDA X, GDA P e Gemini, capazes de identificar substâncias perigosas em ambientes remotos e de difícil acesso.”
O uso desses equipamentos permitiu localizar pontos suspeitos de processamento de minério, e direcionar coletas que foram encaminhadas para análise laboratorial.
Mobilidade e presença do Estado na Amazônia
O apoio do 4º Batalhão de Aviação do Exército e do 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado ampliou a capacidade de atuação em áreas isoladas, facilitando o acesso a locais onde o crime organizado opera.
As ações aeromóveis e mecanizadas reforçaram a presença do Estado em regiões vulneráveis, aumentando a chance de apreensões e de interrupção de processos que usam cianeto ilegalmente.
Riscos à saúde e ao meio ambiente
O texto da fonte explica que “O cianeto é uma substância química altamente tóxica utilizada em alguns processos de extração mineral para separar metais preciosos do minério bruto.”
Quando lançado em rios e solos, o composto pode contaminar a fauna, a flora e os lençóis freáticos, expondo populações ribeirinhas, comunidades indígenas e trabalhadores a riscos de intoxicação grave e morte.
A rápida identificação e neutralização dessas práticas é essencial para reduzir impactos à saúde pública e à biodiversidade amazônica.
Capacitação e cooperação interagências
Além das operações, o 1º Btl DQBRN promoveu instruções voltadas a militares e agentes integrados na operação, com o objetivo de melhorar a resposta a incidentes envolvendo substâncias químicas.
Participaram atividades integrantes da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, do IBAMA, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional, do CENSIPAM e de órgãos vinculados à Casa de Governo de Roraima, segundo a fonte.
As amostras coletadas foram encaminhadas para análises laboratoriais conduzidas pelo IBAMA, fortalecendo a investigação ambiental e a responsabilização dos envolvidos.
O emprego das capacidades DQBRN em missões ambientais demonstra a versatilidade das Forças Armadas frente a ameaças que combinam crime organizado e degradação ambiental, aumentando a eficiência da proteção da população e do patrimônio natural.


