Operação logística e científica do PROANTAR que modernizou comunicações com 5G, transportou 500 mil litros de combustível e qualificou 26 projetos, reafirmando papel estratégico brasileiro
A 44ª Operação Antártica reuniu uma estrutura multidisciplinar para garantir continuidade às pesquisas brasileiras na região, com navios, aeronaves e laboratórios em operação.
Durante a temporada, foram apoiadas dezenas de iniciativas científicas que investigam mudanças climáticas, oceanografia, biodiversidade e saúde em ambientes extremos.
Ao todo, a missão envolveu 185 pesquisadores e diversas plataformas logísticas e tecnológicas, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Estrutura científica e apoio às pesquisas
As atividades científicas ocorreram nos 21 laboratórios da Estação Antártica Comandante Ferraz, além do apoio do Navio Polar “Almirante Maximiano”, do Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” e de acampamentos avançados.
Ao longo da missão, os pesquisadores realizaram mais de 400 horas de coleta de dados e experimentos científicos, contribuindo para estudos que impactam o conhecimento sobre clima e oceanos.
O balanço da temporada indica que foram apoiados 26 projetos científicos, fortalecendo a produção de dados estratégicos pelo PROANTAR.
Tecnologia 5G na Estação Ferraz e comunicações
Um dos avanços foi a implantação do 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz, substituindo o sistema anterior baseado em 4G, o que aumentou a velocidade e a confiabilidade das comunicações.
Essa modernização permite maior capacidade de transmissão de dados científicos para centros de pesquisa no Brasil e no exterior, e também melhora a segurança das equipes em uma das regiões mais remotas do planeta.
Logística complexa e mobilização de meios
A operação mobilizou navios, helicópteros UH-17 e aeronaves KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, com revezamento por meio de oito voos coordenados com as forças navais empregadas.
Foram transportados aproximadamente 500 mil litros de combustível, e a missão também marcou o comissionamento da Lancha de Apoio Polar “Pinguim”, ampliando a capacidade de apoio às pesquisas ao redor da estação.
Divulgação, diversidade e cooperação internacional
Como ação de aproximação com a sociedade, a Estação Ferraz realizou 16 videoconferências com escolas e instituições brasileiras, alcançando centenas de estudantes e profissionais.
A participação de 185 pesquisadores incluiu 97 homens e 88 mulheres, demonstrando crescimento da diversidade na comunidade científica antártica do Brasil.
A presença de representantes de Portugal, Chile, Peru, Colômbia, Polônia, Itália, França, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Argentina, Equador e República Tcheca reforçou a cooperação internacional e o reconhecimento da infraestrutura brasileira para pesquisas na Antártica.
Os dados e informações desta matéria são baseados em conteúdo divulgado pela Marinha do Brasil.


