segunda-feira
15 junho

Portaria do COLOG impõe certificação Stand Alone e eleva padrões de blindagem balística, reforçando fiscalização, rastreabilidade e exigências para veículos blindados no Brasil

Portaria do COLOG determina que cada componente balístico comprove resistência de forma independente, alinhando normas brasileiras às melhores práticas internacionais

A Portaria nº 290 do Comando Logístico altera critérios técnicos e de certificação aplicados aos sistemas de blindagem no país, com foco em confiabilidade e previsibilidade do desempenho balístico.

A principal novidade é a adoção da certificação Stand Alone, que muda a forma como materiais e componentes são avaliados, e a modernização dos mecanismos de fiscalização por meio de ferramentas digitais.

Conforme informação divulgada pelo 1º Workshop de Blindagem de 2026, promovido pela 1ª Região Militar.

O que muda com a Portaria nº 290

A normativa passa a exigir que cada componente balístico comprove sua resistência de forma independente, sem depender de outras camadas para alcançar níveis mínimos de proteção.

Na prática, a medida garante que, segundo a Portaria nº 290 do Comando Logístico (COLOG), o desempenho do material deve ser validado individualmente, sem depender de camadas complementares para atingir os níveis mínimos de proteção exigidos, aumentando a previsibilidade dos resultados em testes balísticos.

Impactos para fabricantes, empresas e usuários

A adoção da certificação Stand Alone impõe ajustes em processos de produção, controle de qualidade e certificação de fornecedores, elevando custos iniciais, porém fortalecendo a segurança jurídica e a confiança do consumidor.

Especialistas citados no evento avaliam que a mudança aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais e tende a estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de blindagem.

SICOVAB e a modernização da fiscalização

O workshop também apresentou o Sistema de Controle de Veículos Automotores Blindados, o SICOVAB, criado pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar (SFPC/1).

O sistema digital melhora a rastreabilidade das blindagens e dos veículos, reduz burocracia, amplia a capacidade de fiscalização do Exército Brasileiro e oferece maior transparência para auditorias e consultas.

Tecnologia, governança e próximos passos

A combinação entre tecnologia, regulação e governança foi destacada como caminho para fortalecer a segurança nacional, garantindo maior integridade das informações e controle sobre materiais estratégicos.

O evento reforçou o compromisso do Exército Brasileiro com a inovação e a modernização dos mecanismos de fiscalização, além de abrir diálogo entre indústria, órgãos reguladores e usuários sobre os desafios de implementação das novas regras.

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