quinta-feira
18 junho

Primeiro pouso do SH-16 no Navio-Escola Brasil valida operações aéreas embarcadas, amplia interoperabilidade e fortalece formação dos Guardas-Marinha na XL VIGM

A realização do primeiro pouso do SH-16 no Navio-Escola Brasil confirma avanços na certificação VSA, amplia logística aérea embarcada e fortalece a interoperabilidade da Marinha

Um marco operacional foi alcançado em 8 de junho, quando o helicóptero SH-16 Seahawk pousou pela primeira vez no convoo do Navio-Escola Brasil (U27). A atividade faz parte da fase dinâmica da Vistoria de Segurança de Aviação (VSA), etapa essencial para certificar operações aéreas embarcadas.

Durante a atividade, a aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (EsqdHS-1) realizou circuitos de pouso e decolagem, além de exercícios práticos no convoo e no mar. As manobras validaram procedimentos entre a tripulação do navio e a equipe aeronáutica.

Também foram executados exercícios de pick-up e de Vertical Replenishment (VERTREP), que testaram içamento e transferência de suprimentos por helicóptero, aumentando a capacidade logística da embarcação, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

VSA e validação de procedimentos a bordo

A Vistoria de Segurança de Aviação (VSA) avalia equipamentos, treinamento de equipes e execução de procedimentos práticos para garantir que uma embarcação possa operar aeronaves com segurança. No caso do Navio-Escola Brasil (U27), a fase dinâmica incluiu pousos, decolagens e simulações de resposta a emergências.

O primeiro pouso do SH-16 Seahawk serviu para validar a coordenação entre o convoo e a aviação naval, e para checar protocolos de comunicação, sinalização e segurança de voo. Essas avaliações são pré-requisitos para missões e comissões internacionais.

Impacto na formação dos Guardas-Marinha

O Navio-Escola Brasil é a principal plataforma de instrução prática dos futuros oficiais da Marinha. A certificação para operações aéreas embarcadas amplia as oportunidades de aprendizado durante a Viagem de Instrução de Guardas-Marinha (VIGM).

Com a validação das operações com o SH-16, os Guardas-Marinha poderão acompanhar de perto procedimentos de coordenação aérea, segurança de voo e logística embarcada, o que eleva a qualidade da instrução para cenários reais e complexos.

Capacidades do SH-16 e ganho operacional

O SH-16 Seahawk, operado pelo 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (EsqdHS-1), realiza missões de guerra antissubmarino, guerra antissuperfície, busca e salvamento, transporte de pessoal e apoio logístico. Sua aptidão para operar a partir de navios amplia o alcance das operações navais.

A integração do SH-16 ao Navio-Escola Brasil aumenta a flexibilidade da embarcação, permitindo receber aeronaves de outras unidades navais quando necessário, e aprimora a capacidade de resposta em comissões prolongadas.

Interoperabilidade, projeção internacional e próximos passos

Com a aprovação da VSA, o navio estará apto a conduzir operações aéreas com meios da Marinha do Brasil, de outras Forças Armadas e marinhas parceiras, o que é estratégico em exercícios multinacionais e missões diplomáticas.

Essa capacidade reforça a prontidão do Navio-Escola Brasil para representar o país em portos e exercícios no exterior, e contribui para a preparação da embarcação para a XL Viagem de Instrução de Guardas-Marinha, elevando a interoperabilidade e a projeção da Força Naval.

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