Em Criciúma, restauração técnica e documental devolve originalidade aos armamentos históricos da FEB, amplia acervo público e aproxima sociedade das lembranças dos pracinhas
Um projeto conduzido pelo Grupo de Reencenação Histórica Monte Castelo e pelo 28º Grupo de Artilharia de Campanha concluiu a restauração de equipamentos usados pela Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.
O trabalho combinou pesquisa histórica, conservação estrutural e recuperação mecânica, com voluntariado de colecionadores e pesquisadores, para garantir que as peças mantivessem sua fidelidade histórica e funcionalidade.
As peças restauradas passam a integrar exposições e ações educativas, fortalecendo a memória dos combatentes brasileiros, conforme informação divulgada pelo Grupo de Reencenação Histórica Monte Castelo e pelo 28º Grupo de Artilharia de Campanha.
Restauração e autenticação técnica
A intervenção priorizou estudos sobre métodos construtivos e materiais originais, para assegurar a autenticidade dos componentes. A recuperação envolveu limpeza conservativa, reparos mecânicos e pesquisa documental, com objetivo de preservar não só objetos, mas testemunhos materiais.
Especialistas afirmam que armamentos históricos da FEB preservados com rigor técnico são fundamentais para exposições museológicas e atividades educativas, porque permitem uma compreensão concreta dos desafios enfrentados pelos pracinhas nos campos da Itália.
Memória e aproximação entre sociedade e Forças Armadas
Além da técnica, a iniciativa estimula o reencontro entre civis e militares. O trabalho conjunto demonstra que preservar a história exige cooperação entre instituições, pesquisadores e a sociedade organizada.
Segundo Eduardo Reis, líder do Grupo Monte Castelo em Criciúma, preservar esses equipamentos significa manter viva a história dos brasileiros que combateram na Itália.
Peças restauradas são usadas em eventos, visitas escolares e na encenação anual do Batismo de Fogo da FEB, atividade que reproduz uniformes, equipamentos e cenários com elevado grau de fidelidade histórica.
Legado histórico e papel educativo
Armamentos históricos da FEB não são apenas objetos, são ferramentas pedagógicas que aproximam gerações e consolidam memória coletiva sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Entre 1944 e 1945, cerca de 25 mil brasileiros integraram a Força Expedicionária Brasileira, participando de operações decisivas na Campanha da Itália ao lado das forças aliadas.
Ao integrar o acervo público, as peças restauradas contribuem para o reconhecimento dos sacrifícios dos pracinhas e para o fortalecimento de valores como patriotismo, memória e civismo.
Impacto local e próximos passos
Em Criciúma, a conclusão do projeto abre caminho para mais parcerias e para a ampliação das ações educativas, com roteiro de exposições e programas voltados a escolas e museus.
O trabalho exemplifica como a conservação de armamentos históricos da FEB pode ser um elo entre pesquisa, memória e cidadania, mantendo vivo o legado dos veteranos e incentivando o interesse das novas gerações pela história brasileira.


