terça-feira
14 julho

Alta procura consolida Curso de Cobertura Jornalística em Áreas de Combate e em Emergências como referência nacional, 435 inscritos, jornalistas de 25 estados, imersão com Marinha e BOPE

Terceira edição do Curso de Cobertura Jornalística em Áreas de Combate e em Emergências, de 13 a 17 de julho, registrou 435 inscrições para 76 vagas e reúne jornalistas de todo o país

A busca por capacitações para atuar em cenários extremos mantém alta, e a formação especializada ganhou destaque entre profissionais da imprensa. A terceira edição do curso combina teoria e prática para preparar repórteres, fotógrafos e assessores.

O treinamento promove imersão nas rotinas das Forças Armadas e dos órgãos de segurança pública, com atividades que reproduzem operações de alto risco e situações emergenciais. A iniciativa visa reduzir riscos e melhorar a cobertura jornalística.

Ao todo, 435 candidatos se inscreveram para somente 76 vagas, em uma turma que reúne representantes de 25 estados e do Distrito Federal, além de universidades e assessorias de imprensa, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Demanda recorde e perfil dos participantes

A procura expressiva consolidou o **Curso de Cobertura Jornalística em Áreas de Combate e em Emergências** como referência no país. Nesta edição foram selecionados **76 participantes entre 435 candidatos**, vindos de praticamente todas as regiões brasileiras.

A turma reúne profissionais de **72 instituições**, incluindo **37 veículos de comunicação, 20 universidades, 11 assessorias de órgãos de segurança pública** e **quatro agências de notícias e mídias especializadas**. Após esta edição, o curso ultrapassará a marca de **170 profissionais formados**.

Conteúdo e exercícios práticos

Coordenado pelo Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval, o curso oferece aulas sobre comunicação institucional, conduta em áreas de conflito e segurança operacional, além de exercícios práticos planejados para simular cenários reais.

Entre as atividades práticas estão a tradicional Pista de Liderança, progressão tática com o BOPE, instruções com o Esquadrão Antibombas da Polícia Civil, treinamentos na Cidade do Fogo do Corpo de Bombeiros, demonstrações com cães farejadores e instruções sobre equipamentos NBQR.

Experiência embarcada e aproximação com as Forças

Um ponto alto da programação é a experiência embarcada com a Marinha do Brasil. Os participantes embarcarão no Navio de Desembarque de Carros de Combate NDCC Almirante Saboia e farão travessia até a Ilha das Flores, em São Gonçalo, utilizando os Carros Lagarta Anfíbios do Corpo de Fuzileiros Navais.

As atividades também abordam Operações de Paz e operações de Garantia da Lei e da Ordem, permitindo que jornalistas compreendam diferentes contextos de emprego das Forças Armadas e dos órgãos de segurança, e como cobrir esses eventos com responsabilidade e segurança.

Impacto profissional e depoimentos

Profissionais que participaram de edições anteriores destacam o efeito da capacitação na cobertura jornalística. O repórter aéreo Genilson Araújo afirmou, “mesmo após mais de 35 anos de carreira, encontrou no treinamento uma oportunidade de aperfeiçoamento”, mostrando que a formação agrega tanto a profissionais experientes quanto a iniciantes.

A repórter Ingrid Griebel, do Jornal da Record, “classificou o curso como indispensável para jornalistas que atuam na área, afirmando que a experiência ampliou sua preparação profissional e pessoal”, enquanto Carolina França, do Grupo Rede Amazônica, “ressaltou que a capacitação modificou sua percepção sobre a atuação das Forças Armadas na Amazônia e aumentou seu preparo para coberturas em ambientes complexos”.

Entre os novos participantes está a estudante Maria Eduarda Alcântara, da UFMT, que destacou a expectativa de aprender com profissionais experientes e aplicar o conhecimento na vida acadêmica e na futura carreira.

Para o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Carlos Chagas Vianna Braga, iniciativas como o curso fortalecem a relação entre Forças Armadas, órgãos de segurança e imprensa, e contribuem para preservar vidas, ampliar a compreensão sobre atividades militares e garantir cobertura com maior segurança e qualidade.

O encerramento contará com palestra da jornalista Sônia Bridi, referência em coberturas internacionais e correspondente em áreas de conflito, que compartilhará experiências em cenários de guerra e crises humanitárias.

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