Exercício SAR na Margem Equatorial, no dia 25 de junho o SAREX simulou o desaparecimento de uma aeronave entre Oiapoque e uma plataforma, validando protocolos entre coordenação aérea francesa e salvamento marítimo brasileiro
O exercício conjunto reuniu militares, autoridades civis e empresas privadas para testar a resposta a um incidente em área de responsabilidade SAR não coincidente, aumentando a capacidade de salvamento na região.
A simulação envolveu coordenação entre meios aéreos e marítimos, um Navio-Patrulha da Marinha do Brasil e embarcações da Petrobras, além de aeronaves dos países envolvidos.
O treinamento foi coordenado pelo SALVAMAR BRASIL e executado pelo SALVAMAR-NORTE, com participação do ARCC Cayenne, da OMNI Táxi Aéreo e observadores da Petrobras, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Como funciona a coordenação entre Brasil e França
O cenário do exercício expôs um dos desafios mais complexos das operações SAR modernas, as áreas não coincidentes, nas quais a responsabilidade por coordenação aérea e marítima pertence a países diferentes.
No caso simulado, a coordenação aeronáutica ficou a cargo do órgão francês ARCC Cayenne, enquanto o salvamento marítimo permaneceu sob jurisdição brasileira, exigindo protocolos rigorosos de intercâmbio de informações.
A participação combinada de meios aéreos franceses e brasileiros, de um Navio-Patrulha da Marinha e de uma embarcação da Petrobras permitiu validar fluxos operacionais e a tomada de decisão coordenada em tempo crítico.
Integração entre forças, empresas e autoridades
Além do aspecto militar, o exercício reforçou a importância da cooperação com empresas do setor, como a OMNI Táxi Aéreo e a própria Petrobras, fundamentais em ocorrências offshore.
Exercícios tabletop como o SAREX ajudam a identificar vulnerabilidades, alinhar procedimentos e reduzir o tempo de resposta, pontos essenciais quando minutos podem fazer diferença entre vida e morte.
Entre dados divulgados, a fonte cita que ‘Marinha já realizou 292 resgates de pessoas em 2022’, evidenciando a relevância contínua das operações de busca e salvamento.
Impacto na Amazônia Azul e na soberania
A crescente exploração energética na Margem Equatorial torna a região ainda mais estratégica, aumentando o tráfego aéreo e marítimo e a necessidade de estruturas robustas de exercício SAR na Margem Equatorial.
O SAREX Brasil-França não foi apenas um treinamento técnico, ele fortaleceu a confiança mútua e demonstrou que a segurança marítima depende da integração entre capacidades militares, civis e empresariais.
Para estados como Amapá e Pará, a consolidação desses protocolos significa proteção aos trabalhadores offshore, maior segurança para comunidades costeiras e suporte ao desenvolvimento econômico sustentável da região.
Próximos passos e lições
Os participantes destacaram a necessidade de manutenção de exercícios regulares, padronização de procedimentos e investimentos em comunicação e treinamento conjunto para manter a prontidão.
O SAREX serviu para validar rotinas, corrigir falhas de interoperabilidade e reafirmar que, em ambientes complexos como a Amazônia Azul, a cooperação internacional é um multiplicador de capacidade de resposta.


