O hub no Centro DigiTech permitirá integração em tempo real com o centro coordenador em Brasília, aproximando órgãos públicos, empresas e especialistas para testar respostas a ataques contra infraestruturas críticas
O Exército Brasileiro escolheu a Firjan SENAI para sediar um dos hubs do Exercício Guardião Cibernético 8.0 no Rio de Janeiro, com atividades previstas para setembro.
O polo funcionará no Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação, o DigiTech, localizado no edifício Eco Sapucaí, na Cidade Nova, e integra a cooperação formalizada entre as instituições.
As simulações reúnem órgãos públicos, empresas estratégicas e especialistas para testar protocolos de resposta e recuperação diante de ataques a sistemas de infraestrutura, sem necessidade de deslocamento para Brasília, conforme informação divulgada pela Firjan SENAI.
O que é o Exercício Guardião Cibernético 8.0
Promovido anualmente pelo Comando de Defesa Cibernética, em parceria com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o exercício simula ataques virtuais em ambientes que reproduzem sistemas de infraestruturas críticas.
As atividades envolvem não apenas equipes técnicas de TI, mas também gabinetes de crise, comunicação institucional, áreas jurídicas e a alta administração, para reproduzir o processo decisório em cenários reais.
Como funcionará o hub no Rio
O hub fluminense permitirá que organizações do estado participem das atividades localmente, mantendo conexão em tempo real com o centro coordenador em Brasília, e compartilhando informações e procedimentos de defesa cibernética.
Segundo o termo assinado entre a Firjan SENAI e o Exército Brasileiro, as equipes atuarão integradas, simulando respostas a incidentes e testando a coordenação entre diferentes atores do ecossistema de segurança.
Ameaças digitais e dados que justificam o exercício
O cenário global de ameaças exige preparação constante, e estudos recentes citados pela Firjan reforçam essa urgência.
De acordo com levantamento citado pela Firjan, elaborado pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, “os ataques conduzidos por agentes que utilizam inteligência artificial cresceram 89% entre 2024 e 2025.” “O estudo também aponta aumento de 37% nas invasões direcionadas a ambientes em nuvem e redução significativa no tempo necessário para comprometer sistemas, cuja média caiu para 29 minutos, com registros de ataques concluídos em apenas 27 segundos.”
Esses números evidenciam a necessidade de exercícios que promovam integração entre governo, indústria e operadores de infraestrutura crítica, para aprimorar prevenção, detecção e resposta.
Impacto local e declarações
Segundo a Firjan, cerca de 40 empresas e organizações dos setores de energia, petróleo e gás, telecomunicações, finanças, logística, tecnologia e governo digital deverão participar das atividades no Rio de Janeiro.
Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, a iniciativa reforça o papel estratégico do estado, e ele afirmou, “Hoje, competitividade e segurança caminham juntas. Não basta proteger ativos físicos: é preciso garantir a resiliência dos ambientes digitais que sustentam a indústria, a infraestrutura e os serviços essenciais.”
A instalação do hub no Rio amplia a capilaridade do exercício e fortalece a preparação de organizações que atuam em segmentos considerados estratégicos para a segurança nacional, contribuindo para uma capacidade de resposta mais rápida e coordenada.


