Com ações que vão da entrega de blindados Guarani à incorporação de sistemas remotamente pilotados, a Logística do Exército busca elevar a sustentação operacional por todo o território nacional
A estrutura responsável pelo suprimento e manutenção da Força Terrestre encerrou o primeiro semestre com um pacote de entregas e modernizações voltadas à disponibilidade dos meios em operação.
O balanço do Comando Logístico destaca investimentos em equipamentos, capacitação e inovação, com impacto direto na capacidade de resposta a operações militares e humanitárias.
(conforme informação divulgada pelo Comando Logístico, COLOG)
Entregas principais e modernização de meios
Entre os resultados apontados pelo COLOG está a aquisição de mais de 100 viaturas, incluindo blindados Guarani, viaturas de transporte de pessoal, veículos de saúde e meios administrativos, que ampliam a mobilidade e o apoio logístico das unidades.
Na área de armamentos, a Força incorporou 3.000 fuzis IA2, como parte da modernização do armamento individual da tropa, e recebeu viaturas do Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha, além da entrega de blindados EE-9 Cascavel ao 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado.
A revitalização dos obuseiros autopropulsados M109 foi outro destaque, medida que aumenta a vida útil e a disponibilidade desses sistemas pesados no emprego operacional.
Drones, hospitais de campanha e inovações
Na Aviação do Exército, o COLOG registrou a devolução do sistema NAURU 1000C após manutenção avançada e a incorporação do novo sistema MATRICE 400 RTK, ampliando capacidades de reconhecimento e monitoramento.
O relatório também aponta a certificação de um Hospital de Campanha pela Organização das Nações Unidas, o que habilita a estrutura para integrar o sistema de prontidão em missões internacionais de paz, e o desenvolvimento de um colete balístico flutuante para operações em ambientes aquáticos.
Capacitação e manutenção como pilares
Além das aquisições, o COLOG investiu em estágios especializados, como manutenção de blindados, armamentos leves e transporte de obuseiros, elevando o nível técnico dos militares responsáveis pela sustentação.
O fortalecimento da manutenção, somado à renovação de equipamentos, reforça a ideia de que a transformação da Força depende tanto da compra de meios quanto da capacidade de sustentá-los ao longo do ciclo de vida.
Logística 4.0 e controle de suprimentos
A evolução da chamada Logística 4.0 aparece como vetor de eficiência, com uso de ferramentas digitais, inteligência artificial e algoritmos preditivos para controlar estoques, antecipar demandas e reduzir riscos de desabastecimento.
Operações de fiscalização, como as Operações Vulcão e Argos I, também foram mencionadas no balanço, com apreensões relevantes no controle de produtos sujeitos à fiscalização, demonstrando atuação integrada do COLOG.
Ao longo de seus 80 anos de história, o Comando Logístico adaptou processos e incorporou tecnologias que reduzem tempos de resposta e aumentam a disponibilidade dos meios, sustentando a prontidão operacional da Força Terrestre.
O balanço do primeiro semestre mostra que a consolidação de processos, a capacitação técnica e a adoção de tecnologias digitais são tão decisivas quanto a aquisição de equipamentos, para que blindados, fuzis, obuseiros e sistemas remotamente pilotados possam ser efetivamente empregados em qualquer ponto do país.


