sexta-feira
17 julho

Marinha do Brasil apreensão de cocaína: operação intercepta 3,7 toneladas no Atlântico a 1.500 km do Pará, quatro presos e rota para Guiné desarticulada

Operação integrada da Marinha e órgãos de segurança monitorou embarcação desde abril, permitiu a apreensão de cocaína escondida no porão e o rebocamento do pesqueiro por cerca de seis dias

A Marinha do Brasil, em ação conjunta com órgãos de segurança pública, apreendeu 3,7 toneladas de cocaína em águas internacionais do Oceano Atlântico, a cerca de 1.500 quilômetros da costa do Pará.

A abordagem resultou na prisão em flagrante de quatro tripulantes brasileiros e na interceptação de um pesqueiro que transportava a droga com destino à Guiné, na costa ocidental da África.

O pesqueiro vinha sendo acompanhado desde abril, a ação incluiu monitoramento e inteligência integrados e a embarcação foi rebocado até a Base Naval de Val de Cães, em Belém, em uma viagem de aproximadamente seis dias, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Como a inteligência localizou a embarcação

O êxito da operação foi fruto de meses de trabalho de inteligência. Equipes da Marinha do Brasil e de órgãos de segurança pública acompanharam deslocamentos e padrões de navegação suspeitos, o que subsidiou o planejamento da interceptação.

O acompanhamento, iniciado desde abril, permitiu identificar manobras compatíveis com transbordos em alto-mar e rotas utilizadas por organizações criminosas para dificultar a fiscalização.

A abordagem em alto-mar e a carga apreendida

A abordagem foi realizada pelo Navio-Patrulha (NPa) “Bocaina”. Durante a inspeção, militares e agentes localizaram a droga no fundo do porão do pesqueiro, acondicionada em tabletes preparados para transporte de longa distância.

Ao todo, foram apreendidas 3,7 toneladas de cocaína, a embarcação foi inspecionada e rebocada até a costa, e os quatro suspeitos foram apresentados às autoridades para os procedimentos legais.

Rota estratégica para a Guiné e impacto no tráfico

Investigações indicam que a carga tinha como destino a Guiné, na costa ocidental da África, país usado com frequência como ponto de entrada para envios destinados à Europa.

Nos últimos anos, quadrilhas passaram a usar pesqueiros para movimentar grandes carregamentos e realizar transbordos em alto-mar, com o objetivo de reduzir o risco de interceptação. Ao impedir que a carga chegasse ao continente africano, a operação atingiu uma etapa estratégica da cadeia logística do narcotráfico internacional.

Cooperação institucional e desdobramentos das investigações

A operação evidencia a importância da atuação integrada entre inteligência naval e investigação policial, e demonstra a capacidade de presença da Marinha em áreas distantes do litoral brasileiro.

As investigações continuam para identificar o local exato de onde a embarcação partiu antes de receber a carga ilícita, e para localizar financiadores, operadores logísticos e demais integrantes do esquema.

Além da apreensão da droga e das prisões em flagrante, a ação reforça ações de combate ao crime organizado transnacional e a proteção da segurança regional.

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