Nova infraestrutura ficará no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, integrará capacidades de HPC ao Santos Dumont, e fará parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
O Brasil vai receber um novo supercomputador de IA destinado a treinar modelos avançados e apoiar pesquisa, ensino e setores produtivos.
A instalação está prevista para o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, e faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.
Conforme informação divulgada pelo LNCC.
O investimento e a dimensão do projeto
O investimento previsto para a aquisição da infraestrutura é de aproximadamente R$ 1,06 bilhão, enquanto o pacote federal de iniciativas voltadas à infraestrutura nacional de IA soma cerca de R$ 2,3 bilhões, segundo o LNCC.
O equipamento foi concebido para operações de treinamento, desenvolvimento e inferência de modelos, incluindo Grandes Modelos de Linguagem, conhecidos como LLMs.
Onde será instalado e por que Macaíba
A escolha de Macaíba, na região metropolitana de Natal, foi baseada em estudos técnicos sobre disponibilidade de energia elétrica, capacidade de refrigeração, conectividade de alta velocidade, segurança física e espaço para expansão.
O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, PAX, reúne essas condições, e deve se tornar um dos principais polos brasileiros de infraestrutura para IA.
Relação com o Santos Dumont e a expansão da HPC nacional
O projeto é coordenado tecnicamente pelo LNCC, que desde 2015 opera o supercomputador Santos Dumont, uma das principais infraestruturas de HPC da América Latina.
A experiência acumulada com o Santos Dumont foi usada para definir especificações do novo sistema, incluindo desempenho, eficiência energética, refrigeração, conectividade e segurança operacional.
O novo supercomputador não substituirá o Santos Dumont, ambos integrarão a malha nacional de HPC para atender demandas distintas da pesquisa científica e da Inteligência Artificial.
Quem poderá usar e quais são os objetivos
A infraestrutura deverá atender órgãos públicos, universidades, centros de pesquisa, instituições científicas e empresas do ecossistema brasileiro de inovação, ampliando a capacidade nacional de processamento de grandes volumes de dados.
Espera-se que o supercomputador de IA permita desenvolver aplicações que hoje dependem de capacidade computacional no exterior, contribuindo para a autonomia tecnológica do país.
Transferência de tecnologia e formação de pessoal
A seleção pública conduzida pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Computação Científica, FACC, inclui requisitos para transferência de tecnologia, capacitação de profissionais brasileiros e desenvolvimento de software e aplicações de IA.
O projeto pretende gerar conhecimento, formar recursos humanos especializados e fortalecer a pesquisa científica e a inovação tecnológica de longo prazo.
Impacto estratégico
A implantação do novo supercomputador de IA integra uma estratégia mais ampla para ampliar a soberania tecnológica em Inteligência Artificial, área considerada estratégica para ciência, indústria, economia e segurança nacional.
Infraestruturas de computação de alto desempenho são fundamentais para defesa e segurança cibernética, modelagem climática, saúde, biotecnologia, exploração espacial, desenvolvimento industrial e processamento de grandes bases de dados.
Com a nova capacidade de HPC, o Brasil busca reduzir dependência de infraestrutura estrangeira e criar condições para desenvolver tecnologias de IA em território nacional, conforme informação divulgada pelo LNCC.


