Cerimônia no 26º BI Pqdt teve três semanas de treinamento, saltos, entrega das ‘asas de prata’ e participação de mais de 6 mil familiares, segundo o Exército Brasileiro
A Brigada de Infantaria Pára-quedista concluiu um ciclo intenso de formação e brevetação no Rio de Janeiro, com impacto direto na capacidade de pronto emprego do Exército.
Ao final de três semanas de Estágio Básico Paraquedista, os militares finalizaram o treinamento com saltos operacionais e receberam os símbolos tradicionais da tropa.
O evento destacou ainda um marco histórico feminino na graduação paraquedista, ampliando a visibilidade das mulheres nas especializações militares, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Cerimônia, autoridades e números oficiais
A solenidade de brevetação ocorreu no 26º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, o Batalhão Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e foi presidida pelo General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército.
No total, 1.030 militares foram brevetados em 29 de agosto, dos quais 1.023 pertencem ao Exército Brasileiro e sete à Força Aérea Brasileira, segundo o material divulgado pela Força.
O Exército informou que mais de 6 mil familiares e amigos acompanharam a solenidade, com participação ativa na entrega da boina grená aos concluintes.
Como funciona a formação para um paraquedista militar
O Estágio Básico Paraquedista tem duração de três semanas, período em que cabos e soldados passam por treinamento físico-militar e aprendem técnicas aeroterrestres essenciais.
O ciclo culmina com uma etapa obrigatória, em que cada militar realiza três saltos de uma aeronave militar em voo, etapa decisiva para a conquista do brevê.
Antes da brevetação, os formandos já haviam recebido o boot marrom ao concluir o Treinamento Individual Básico de Combate, completando a trilogia simbólica da tropa.
Símbolos, identidade e marco da Cabo Aguiar
Com a brevetação, os militares passaram a usar o brevê com as ‘asas de prata’ e a boina grená, elementos que, juntos com o boot marrom, formam a chamada tríade alada da identidade paraquedista.
Entre os brevetados, a cerimônia registrou um marco: a Cabo Aguiar, da Companhia de Comando da Brigada de Infantaria Pára-quedista, tornou-se a primeira mulher da graduação a se tornar paraquedista militar, conforme a informação oficial divulgada pela Força.
O comandante ressaltou que do soldado ao general, todos utilizam o mesmo brevê de prata, símbolo que ultrapassa patentes e evidencia a vivência compartilhada entre os militares.
Demonstrações operacionais e significado para a Brigada
A celebração incluiu uma demonstração de salto livre operacional do Batalhão de Precursores, com participação da equipe de salto livre da Brigada, ‘Os Cometas’.
As apresentações deram ênfase às capacidades operacionais e ao espírito de corpo, diante dos novos brevetados e dos milhares de familiares presentes.
Com a incorporação de 1.030 novos brevetados, a Brigada amplia seu contingente qualificado e reforça a disponibilidade de tropas de pronto emprego, segundo a própria descrição do Comandante do Exército.


