Exército Brasileiro atuou em Fort A.P. Hill com a 349th Division Sustainment Brigade, reforçando interoperabilidade, troca doutrinária e capacitação técnica em operações de grande escala
O Comando Logístico do Exército Brasileiro, o COLOG, participou de um exercício multinacional de logística em Fort A.P. Hill, no estado da Virgínia, entre os dias 8 e 15 de agosto de 2026.
A atividade, coordenada pela 349th Division Sustainment Brigade do Exército dos Estados Unidos, reuniu militares brasileiros, norte-americanos e suecos em treinamentos voltados ao apoio logístico a operações terrestres de grande porte.
O intercâmbio teve como foco a troca doutrinária, técnica e tecnológica, visando aprimorar a cooperação logística e a prontidão da Força Terrestre, conforme informação divulgada pelo Comando Logístico do Exército Brasileiro (COLOG).
O que aconteceu no exercício
Ao longo da semana, as atividades simuladas buscaram reproduzir o apoio logístico completo a uma Divisão de Infantaria, com ênfase no planejamento de Estado-Maior, gestão de suprimentos, transporte e saúde operacional.
Foram apresentadas demonstrações e operações com sistemas e equipamentos empregados pelo Exército dos EUA, entre eles o Palletized Load System, identificado como PLS, transporte aéreo estratégico com aeronaves C-17 Globemaster III e movimentação de cargas por helicópteros UH-60 Black Hawk em operações de Sling Load.
Houve ainda demonstração de sistemas de purificação de água para ambientes de campanha e o desdobramento de uma Unidade de Saúde Nível 1, o que permitiu observar práticas de sustentação e assistência médica em campo.
Participação brasileira e objetivos
A comitiva do Brasil incluiu representantes do COLOG, da Academia Militar das Agulhas Negras, da Escola de Sargentos de Logística e da Chefia de Suprimento, o que ampliou as oportunidades de intercâmbio técnico e doutrinário.
Segundo o COLOG, a presença brasileira procurou fortalecer a cooperação logística bilateral com os Estados Unidos, além de incorporar métodos e tecnologias que contribuam para modernizar processos logísticos e garantir mobilidade e sustentação em operações militares e em missões de apoio humanitário.
Interoperabilidade e ganhos operacionais
A interação com forças norte-americanas e suecas aumentou o caráter multinacional do exercício, permitindo comparar procedimentos e adaptar boas práticas de cada doutrina.
O contato direto com operações de comboio, emprego do PLS, transporte em C-17 e técnicas de Sling Load mostrou-se relevante para aprimorar a capacidade de movimentação estratégica e tática da Força Terrestre.
Ao enfatizar o intercâmbio de procedimentos, equipamentos e métodos, o exercício contribuiu para a construção de padrões comuns que facilitam a ação conjunta em cenários complexos, em missões de combate e em apoio a crises humanitárias.
O significado para o Exército Brasileiro
Para o COLOG, a atividade reforça o compromisso com a capacitação contínua dos militares e com a modernização logística, consideradas essenciais para garantir sustentação e capacidade de combate.
Treinos como o realizado em Fort A.P. Hill permitem testar procedimentos em cenários de alta complexidade, e ao mesmo tempo ampliar a interoperabilidade com parceiros, o que eleva o nível de prontidão da Força Terrestre.
A experiência prática com equipamentos e conceitos estrangeiros, aliada à troca de conhecimentos com unidades como a 349th Division Sustainment Brigade, tende a influenciar atualizações doutrinárias e melhorias na Base Logística do Exército Brasileiro.
Para acompanhar mais matérias e enviar sugestões, o canal de contato citado na divulgação do exercício permanece disponível ao público interessado.


