Visita à Base Naval de Mar del Plata permitiu à Armada Argentina conhecer a Fragata Tamandaré, o submarino Humaitá e o navio Guillobel, com ênfase em tecnologia, transferência e gestão de programas
Uma delegação da Armada Argentina teve acesso a projetos estratégicos da Marinha do Brasil após o encerramento do Exercício Binacional Fraterno XXXIX.
A comitiva visitou a Base Naval de Mar del Plata, acompanhou a Fragata Tamandaré, o submarino Humaitá e o navio de socorro submarino Guillobel, em um intercâmbio voltado ao fortalecimento da cooperação naval.
O encontro incluiu apresentações técnicas sobre o Programa Fragatas Classe Tamandaré e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, marcando mais um passo na integração entre as duas Marinhas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Fragata Tamandaré, vitrine da nova esquadra
Representantes da Empresa Gerencial de Projetos Navais, Emgepron, detalharam o Programa Fragatas Classe Tamandaré, desenvolvido com base no projeto MEKO A-100.
A delegação argentina recebeu informações sobre arquitetura naval, sistemas de combate, sensores e softwares embarcados, além de integração de sistemas, custos e cronograma de construção.
Durante a visita, os oficiais percorreram centros de comando, áreas operacionais e compartimentos da embarcação, conhecendo de perto equipamentos e recursos incorporados ao projeto.
Impacto industrial e transferência de tecnologia
O projeto prevê a construção de quatro fragatas com elevado índice de nacionalização, estimulando a cadeia produtiva da indústria naval e ampliando a capacidade brasileira de desenvolver meios navais modernos.
O Programa Tamandaré busca não só renovar a frota de superfície, mas também promover transferência de tecnologia, formação de mão de obra especializada e fortalecimento da Base Industrial de Defesa.
Ao reunir empresas nacionais e internacionais, a iniciativa consolida um modelo de cooperação industrial de longo prazo e aumenta a autonomia tecnológica brasileira.
Prosub, formação e manutenção de submarinos
O Programa de Desenvolvimento de Submarinos, Prosub, foi apresentado com foco na construção, manutenção e apoio a submarinos convencionais em território nacional.
Oficiais argentinos conheceram aspectos dos submarinos da classe Riachuelo, processos de manutenção, formação de pessoal especializado e gestão do programa no Complexo Naval de Itaguaí.
A apresentação destacou o modelo brasileiro de gerenciamento de grandes programas de Defesa, incluindo planejamento, cronogramas e integração industrial, pontos centrais para a modernização das forças navais na região.
Cooperação e segurança no Atlântico Sul
A visita reforça mecanismos de confiança mútua e amplia o intercâmbio profissional entre Brasil e Argentina no Atlântico Sul, com foco em construção naval, tecnologia militar e sustentabilidade de projetos estratégicos.
Ao permitir que autoridades argentinas acompanhassem diretamente programas como a Fragata Tamandaré e o Prosub, a Marinha do Brasil amplia o diálogo sobre interoperabilidade, inovação e logística, temas essenciais para a segurança marítima regional.
O intercâmbio demonstra o papel do Brasil como polo de desenvolvimento de tecnologia naval na América do Sul, promovendo cooperação técnica e industrial entre as duas nações.


