Comando Militar da Amazônia mantém presença no interior, com embarcações modernizadas e apoio a unidades isoladas, fortalecendo mobilidade e integração institucional em áreas ribeirinhas
O Exército Brasileiro amplia sua atuação nos rios da Amazônia para garantir abastecimento, mobilidade e apoio às comunidades e organizações militares que dependem da navegação fluvial.
Em um cenário onde as vias navegáveis substituem estradas, a operação exige coordenação técnica, manutenção das embarcações e planejamento logístico para evitar encalhes e atrasos.
As ações destacam a importância da logística fluvial para a presença do Estado na região, e visam manter a previsibilidade das missões e a continuidade do suprimento das unidades isoladas, conforme informação divulgada pelo Comando Militar da Amazônia.
Operações simultâneas nos rios Negro e Solimões
No 1º Eixo Rio Negro, o Empurrador Maturacá e as Balsas Mistas Xingu e Jaraqui enfrentaram bancos de areia e áreas de várzea, exigindo manobras técnicas para evitar encalhes.
A tripulação manteve profissionalismo e prontidão, mesmo diante de intercorrências mecânicas, contando com o apoio do 2º Batalhão Logístico de Selva, e a missão segue rumo a São Gabriel da Cachoeira (AM).
Segundo o Comando Militar da Amazônia, ‘três módulos logísticos operam simultaneamente nos rios Negro, Solimões e no eixo de transporte rumo a Porto Velho (RO)’, garantindo abastecimento, mobilidade e apoio às organizações militares da região.
Redução de tempo e modernização das embarcações
No 1º Eixo Rio Solimões, o Ferry Boat Imeri apresentou desempenho que impactou positivamente a logística regional, e, segundo a comunicação oficial, reduziu em mais de três dias o tempo de deslocamento.
O desembarque de materiais em Tefé (AM) foi etapa essencial para o reabastecimento das organizações apoiadas, e a modernização das embarcações tem papel central na eficiência das operações.
Integração institucional e presença estratégica
Durante a passagem pelo percurso rumo a Porto Velho (RO), o Empurrador Rio Negro e a Balsa FEB cumpriram o planejamento com segurança e disciplina, e em Manicoré (AM) houve apresentação institucional a gestores escolares, a representantes do ICMBio e à Polícia Militar do Amazonas.
Essas ações reforçam que a logística militar também desempenha papel de articulação com órgãos civis, ampliando a percepção da presença do Exército Brasileiro na região e fortalecendo a cooperação local.
Soberania, desafios e perspectivas
A atuação coordenada das embarcações torna-se elemento central da soberania e da integração nacional em um território marcado por grandes distâncias e desafios naturais.
Disciplina, profissionalismo e integração seguem conduzindo cada milha navegada, garantindo o abastecimento contínuo das organizações militares distribuídas ao longo da calha amazônica, e consolidando a projeção do Poder Terrestre na região.


