sábado
14 fevereiro

Defesa Naval e Segurança Marítima no Atlântico Sul, por que a presença de atores extrarregionais e a modernização da Marinha com PROSUB, Tamandaré e SisGAAz é urgente

Defesa Naval e Segurança Marítima no Atlântico Sul exigem atualização doutrinária, inteligência tecnológica e presença naval reforçada diante da crescente atuação extrarregional

No dia 3 de fevereiro, o Chefe do Estado-Maior da Armada, CEMA, ministrou a Aula Inaugural das Turmas 2026 do Curso de Política e Estratégia Marítimas, C-PEM, e do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores, C-EMOS.

A palestra teve como tema central Defesa Naval e Segurança Marítima no Atlântico Sul, com foco nos desafios geopolíticos da região, e na ampliação da influência de atores extrarregionais no entorno estratégico brasileiro.

A apresentação ressaltou a necessidade de atualização doutrinária, modernização de meios navais, e de elevada consciência situacional para operar em um mar cada vez mais competitivo.

conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil

Atlântico Sul, estabilidade relativa e novas pressões

O CEMA destacou que o Atlântico Sul mantém relativa estabilidade, porém o ambiente marítimo se tornou um espaço de competição estratégica, com desafios que vão além das ameaças tradicionais.

Ao lembrar episódios históricos, foi apontado que conflitos que afetaram a soberania brasileira tiveram sua ameaça materializada inicialmente no domínio marítimo ou fluvial, reforçando a importância da vigilância e da dissuasão no mar.

Ameaças contemporâneas e exigência de adaptação

Segundo a exposição, o mar não abriga apenas riscos clássicos, ele também concentra problemas como pirataria, roubo no mar, pesca ilegal, ameaças híbridas, e os impactos das mudanças climáticas sobre rotas e infraestrutura.

O CEMA sublinhou, em suas palavras, que “o mar é espaço de competição e projeção de poder”, observação que enfatiza a necessidade de meios tecnológicos avançados e prontidão operacional permanente.

Programas estruturantes para ampliar capacidade naval

Para responder ao cenário, a Marinha enfatizou programas estratégicos, entre eles o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, PROSUB, o Programa Nuclear da Marinha, as Fragatas Classe Tamandaré, e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, SisGAAz.

Esses projetos foram apresentados como fundamentais para aumentar a capacidade de dissuasão, o monitoramento, e a proteção das linhas de comunicação marítimas, vitais para o comércio exterior e a segurança energética do País.

Implicações geopolíticas e presença extrarregional

O crescimento da presença de atores extrarregionais no Atlântico Sul foi destacado como fator que amplia a complexidade do cenário, tornando indispensável o fortalecimento da presença naval brasileira na região.

Em síntese, foi reforçada a ideia de que defesa naval e segurança marítima compõem um mesmo continuum estratégico, com exigências distintas, porém complementares, conceito apresentado pelo CEMA para orientar prioridades de formação e investimento.

Formação, continuidade e interlocução institucional

A Aula Inaugural contou com a presença de Almirantes da Área Rio e outras autoridades, marcando o início do ciclo acadêmico de 2026 com uma visão estratégica alinhada aos desafios do século XXI.

O evento reforça a conexão entre formação, doutrina e os programas de modernização, buscando garantir que a Marinha disponha de pessoal e meios aptos a enfrentar as pressões no Atlântico Sul.

Para sugestões de pauta ou comunicações de erros, a Marinha, por meio do canal Defesa em Foco, disponibilizou contato via WhatsApp 21 99459-4395.

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