Cooperação Brasil e Colômbia mobiliza COPE e CCOI da FAB, com sensores SAR do Projeto Lessonia, para identificar áreas alagadas, priorizar resgates e otimizar logística
As Forças Armadas brasileiras passaram a apoiar operações na Colômbia após as fortes chuvas que afetam o país desde o fim de janeiro.
O apoio inclui a obtenção e a análise de imagens satelitais de alta precisão, com foco em delimitar áreas inundadas e orientar ações humanitárias.
As ações foram formalizadas por meio de um mecanismo regional de cooperação aérea, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Como a FAB está apoiando as operações
O apoio brasileiro é coordenado pelo Comando de Operações Aeroespaciais, por meio do Centro de Operações Espaciais, COPE, e do Centro Conjunto Operacional de Inteligência, CCOI, que passaram a fornecer imagens e análises satelitais para as autoridades colombianas.
A demanda foi formalizada por meio do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas, mecanismo que integra 23 forças aéreas do continente para atuação coordenada em crises regionais.
Tecnologia empregada, vantagens e limitações
Para mapear as áreas atingidas, a FAB utiliza satélites do Projeto Lessonia, equipados com sensor radar de abertura sintética, SAR, tecnologia que permite a captação de imagens mesmo sob intensa cobertura de nuvens.
Essa capacidade é decisiva em cenários de desastres naturais, onde as condições meteorológicas dificultam o uso de sensores ópticos convencionais, porque o SAR consegue detectar água e alterações na superfície independente da visibilidade.
Coordenação regional e experiência prática
O trabalho da Força Aérea Brasileira integra esforços multinacionais para apoiar busca e salvamento, priorização de áreas críticas e otimização do emprego de recursos logísticos.
As análises da FAB vêm sendo realizadas há cerca de uma semana e são encaminhadas às autoridades colombianas para subsidiar ações de busca e salvamento, priorização de áreas críticas e otimização do emprego de recursos logísticos.
Fundado em 1961, o SICOFAA promove interoperabilidade e assistência humanitária entre forças aéreas do continente, e esse modelo já foi aplicado com êxito em operações recentes no Brasil, como nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Impactos diplomáticos e humanitários
Além da resposta imediata, a cooperação reforça laços regionais, amplia a presença diplomática brasileira e demonstra o uso do poder aeroespacial como instrumento de apoio humanitário.
O emprego de sensoriamento remoto, comando e controle, e integração multinacional serve como exemplo de como tecnologia espacial pode acelerar decisões em campo e direcionar recursos onde são mais necessários.


