Transição do comando da CTF 151, do Contra-Almirante Marcelo Lancellotti ao Capitão Jason Eacock, destaca Mare Liberum V com 13 nações e o socorro ao Hellas Aphrodite
A Royal Navy assumiu o comando da CTF 151 após seis meses de liderança da Marinha do Brasil, em movimento que reforça a vigilância sobre corredores marítimos estratégicos.
A passagem de comando foi formalizada pelo Contra-Almirante Marcelo Lancellotti ao Capitão Jason Eacock, reafirmando cooperação entre Brasil e Reino Unido na missão multinacional.
A troca é parte da natureza rotativa da força combinada, que atua no combate à pirataria e na proteção do tráfego mercante no Oceano Índico e áreas adjacentes.
conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Transição de comando e objetivos operacionais
A CTF 151 integra as Forças Marítimas Combinadas, com mandato centrado na dissuasão de ameaças assimétricas, vigilância constante e pronta resposta a incidentes no mar.
Dentro desse escopo, a mudança de liderança para a Royal Navy busca manter a estabilidade em rotas que são vitais para o fluxo energético e comercial global.
Durante seis meses sob comando brasileiro, a força-tarefa manteve foco em operações de patrulha, intercâmbio de informações e presença dissuasiva para proteger o tráfego mercante.
Mare Liberum V e avanço da interoperabilidade
Um dos marcos da gestão brasileira foi a condução da operação Mare Liberum V, que reuniu 13 nações em ação coordenada com meios navais, aeronavais e centros de compartilhamento de informações marítimas.
A operação elevou a interoperabilidade entre as forças, consolidando padrões de comando e controle multinacional, e intensificou o uso de sistemas não tripulados e ferramentas avançadas de consciência situacional.
O sucesso operacional ficou evidenciado na rápida resposta ao chamado de socorro do petroleiro mercante Hellas Aphrodite, mostrando eficiência na coordenação multinacional.
Projeção estratégica do Brasil no ambiente marítimo
Assumir o comando da CTF 151 representou um ganho reputacional para o Brasil, ao projetar a Marinha como um ator confiável capaz de liderar ações em alto nível de cooperação internacional.
A participação ativa em coalizões fortalece o capital diplomático-militar brasileiro e amplia sua influência em debates sobre governança marítima, liberdade de navegação e segurança internacional.
Ao concluir sua liderança com resultados operacionais relevantes, o Brasil reafirma sua vocação como potência marítima comprometida com a estabilidade e o livre fluxo do comércio global.
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