A Starlink poderá oferecer conexão direta entre satélites e celulares compatíveis no Brasil, como alternativa para áreas sem cobertura móvel terrestre. Ainda não há data de lançamento nem preços brasileiros confirmados para o serviço.
A tecnologia Direct-to-Device (D2D) permite que satélites preparados recebam sinais de smartphones sem uma antena externa dedicada. A conexão depende de aparelhos compatíveis, autorizações de espectro e suporte da rede; obstáculos como edifícios, árvores e relevo podem afetar o sinal. O serviço não equivale necessariamente à cobertura ou à capacidade de redes 4G e 5G.
Segundo o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT) 2025, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 14.397 das 21.857 localidades rurais analisadas não tinham cobertura 4G em junho de 2025. O dado corresponde a cerca de 66% das localidades do levantamento, não da população rural ou do território brasileiro.
A Anatel também autorizou testes de D2D em 2024 e divulgou, em março de 2025, resultados de experimentos da Claro e da Lynk Global no Maranhão, com conexões de voz e dados em locais sem cobertura tradicional. Os testes mostram que a avaliação da tecnologia no Brasil não se limita à Starlink. Uma eventual oferta comercial dependerá de autorizações e condições específicas, ainda não definidas para o serviço da empresa.
Fontes: Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), PERT 2025 e informações sobre testes divulgadas em março de 2025. O material de referência não identifica a publicação de origem.
