Treinamento intensivo na fronteira norte em Boa Vista reforçou a capacidade técnica e de liderança para Operações na Selva, com ênfase em rapel, helocasting, tiro e atendimento médico
O Exército Brasileiro intensificou a preparação de tropas na fronteira norte com a realização do Estágio de Operações na Selva (EOS 26/1), realizado em Boa Vista, Roraima.
O estágio foi conduzido pelo 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado e teve como público-alvo oficiais e sargentos recém-chegados às organizações militares da guarnição.
O objetivo foi reforçar a capacidade de liderança e o emprego da tropa no ambiente amazônico, levando em conta o calor, a umidade e a vegetação densa, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Preparação técnica para o combate na selva
O EOS 26/1 concentrou-se na capacitação técnica exigida para atuar em um dos cenários mais complexos do país, a Amazônia. Foram ministradas instruções de Comunicações operacionais, Tiro de Combate, Explosivos, Orientação e Patrulha.
Além disso, o estágio incluiu técnicas especiais, como rapel e helocasting, fundamentais para inserção aeromóvel em áreas de difícil acesso, e o Atendimento Pré-Hospitalar nas Operações de Selva, ampliando a capacidade de resposta em combate ou emergência.
Liderança sob pressão e realismo operacional
No encerramento do estágio, foi conduzido o Exercício de Desenvolvimento de Liderança (EDL), estruturado para avaliar capacidades técnicas, cognitivas e emocionais dos militares em cenário de alto realismo.
Durante o EDL, oficiais e sargentos enfrentaram situações que exigiram tomada de decisão sob pressão, coordenação de pequenas frações e manutenção da coesão do grupo em ambiente hostil, reforçando que liderar na Amazônia exige equilíbrio emocional e iniciativa.
Defesa da pátria e prioridades regionais
O adestramento integra as prioridades da Brigada Lobo D’Almada, da qual o 18º RC Mec faz parte, e contribui para as vocações estratégicas da unidade, incluindo defesa da pátria, combate a ilícitos transfronteiriços e proteção ambiental na Amazônia.
Manter tropas permanentemente capacitadas é essencial para assegurar presença, dissuasão e pronta resposta em uma região que tem fronteiras internacionais e riqueza ambiental, reforçando a importância das Operações na Selva para a soberania nacional.


