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JORNALISMO DE DEFESA PARA TODOS Brasil · 17 de outubro de 2026
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Geopolítica

Ataques em Ormuz expõem riscos para o abastecimento brasileiro

A Reuters informou em 14 de outubro de 2026 que pelo menos cinco incidentes envolvendo embarcações comerciais foram registrados no Estreito de Ormuz nas 48 horas anteriores, incluindo ataques com drones. A sequência ocorre em meio ao confronto entre Irã, Estados Unidos e Israel, mas a autoria de cada ocorrência não foi confirmada.

A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura informou que o porta-contêineres GFS PRIDE foi atingido em 13 de outubro, incendiou-se e afundou. Seus 21 tripulantes foram resgatados. No dia seguinte, o GFS GISELLE sofreu danos no casco, mas chegou a um fundeadouro seguro; os 22 tripulantes estavam a salvo. A autoridade classificou os projéteis como de origem desconhecida.

A instabilidade na passagem, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, pode encarecer fretes e seguros e afetar a regularidade das entregas. Para o Brasil, a exposição não se limita ao petróleo: a Agência Nacional do Petróleo informou que as importações líquidas de diesel corresponderam a 27,3% da demanda interna em 2025. O Banco Central registrou que 14,5% dos fertilizantes importados naquele ano vieram do Oriente Médio.

Esses dados indicam vulnerabilidade a mudanças nos mercados e na logística internacional, mas não comprovam que os incidentes tenham causado aumentos de preços no Brasil. Em declaração conjunta divulgada em julho de 2026, Brasil e Coreia do Sul defenderam a liberdade de navegação, a proteção de embarcações civis e negociações para uma solução.

Fontes: Reuters, reportagem de 14 de outubro de 2026; Autoridade Marítima e Portuária de Singapura; Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; Banco Central do Brasil, Relatório de Política Monetária de junho de 2026; Itamaraty, declaração conjunta Brasil-Coreia do Sul de julho de 2026.

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