Na comissão CHAtSO/OCEATLAN, o navio realizou levantamentos nas proximidades de Santa Catarina, apoiou intercâmbio com Argentina e Uruguai e reforçou a atuação hidroceanográfica regional
O Navio Hidroceanográfico conhecido como NHo ‘Cruzeiro do Sul’ celebrou mais um marco em sua trajetória operacional durante uma comissão científica no Atlântico Sul.
Ao longo da missão, a embarcação contribuiu para levantamentos hidroceanográficos que ajudam a compreender a dinâmica marítima e a segurança da navegação na região.
O marco, registrado em alto-mar enquanto o navio realizava atividades científicas, inclui a celebração de 18 anos de incorporação à Esquadra e a marca de 1.500 dias de mar, foi registrado no dia 28 de fevereiro, enquanto o navio realizava atividades científicas nas proximidades do Estado de Santa Catarina, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Missão científica no Atlântico Sul
A comissão CHAtSO/OCEATLAN reúne estudos destinados ao desenvolvimento de pesquisas hidroceanográficas e ao fortalecimento da cooperação técnica na região.
Durante as operações, a equipe a bordo realizou levantamentos que produzem dados sobre condições oceanográficas, hidrografia e dinâmica marítima, informações essenciais ao planejamento naval e à segurança da navegação.
Cooperação internacional em hidrografia
A iniciativa também visa apoiar a atuação do Brasil no âmbito da Organização Hidrográfica Internacional, por meio do intercâmbio técnico-científico entre serviços hidrográficos regionais.
Após partir da Base Hidrográfica da Marinha, em Niterói (RJ), o navio seguiu rumo ao Porto de Montevidéu, no Uruguai, onde são realizadas atividades de intercâmbio entre os serviços hidrográficos das Marinhas do Brasil, da Argentina e do Uruguai, fortalecendo o compartilhamento de conhecimentos e capacidades operacionais.
Papel estratégico e histórico do navio
Subordinado ao Grupamento de Navios Hidroceanográficos (GNHo), o NHo integra os meios da Marinha do Brasil dedicados à pesquisa, ao mapeamento dos mares e ao apoio às atividades hidrográficas nacionais.
A marca de 1.500 dias de mar e os 18 anos de serviço ressaltam a intensidade das operações do navio, assim como sua contribuição contínua para o avanço do conhecimento científico sobre os oceanos e para a presença estratégica do Brasil no Atlântico Sul.
Impacto para a navegação e para a ciência
Os levantamentos realizados pelo navio geram dados úteis ao trabalho de cartografia náutica, à segurança do tráfego marítimo e ao planejamento de atividades navais, além de ampliar a base de conhecimento científico sobre o Atlântico Sul.
Com ações como essa, a Marinha do Brasil mantém presença operativa e científica em áreas consideradas estratégicas para os interesses nacionais, e fortalece a cooperação regional em hidrografia.


