quinta-feira
12 março

EXOP IVR 2026 testa reconhecimento tático com RQ-1 ScanEagle, integra cerca de 300 militares e moderniza capacidades de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento

No exercício na Base Aérea de Santa Maria, o EXOP IVR 2026 avalia reconhecimento tático além da linha de contato, combinando sensores, comunicações e análise de dados para apoio à decisão operacional

O treinamento reúne plataformas aéreas, meios cibernéticos e forças especializadas, visando aprimorar a coleta de informação em tempo real e a capacidade de resposta em cenários complexos.

As ações simulam fases de paz e de conflito, exigindo integração entre meios terrestres, aéreos, marítimos e digitais, com foco em rapidez na tomada de decisão e coordenação conjunta.

No total, participam cerca de 300 militares, em um adestramento que busca fortalecer a interoperabilidade entre as Forças Armadas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

Emprego de drones e ampliação das capacidades de IVR

O Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) RQ-1 ‘ScanEagle’ é destaque no exercício, ampliando vigilância e reconhecimento no teatro de operações. O uso do SARP RQ-1 ‘ScanEagle’ possibilita a coleta de dados em tempo real, o monitoramento de áreas estratégicas e o aumento da consciência situacional das unidades envolvidas.

Plataformas aéreas não tripuladas são empregadas para reconhecimento tático, identificação de ameaças e apoio ao planejamento, com integração de sensores, sistemas de comunicação e análise de dados para operações multidomínio.

Estrutura do exercício e simulação de cenários operacionais

O EXOP IVR 2026 foi dividido em duas fases, começando pelo Cenário de Paz, em que ações se concentram na obtenção de informações por meio de plataformas aéreas e no emprego de forças especializadas em área com fronteira fictícia.

Na segunda fase, denominada Cenário de Conflito, as missões ficam mais complexas, com reconhecimento além da linha de contato, apoio ao planejamento tático e aumento da capacidade de resposta operacional, exigindo elevada integração entre os meios empregados.

Adestramento conjunto e fortalecimento da interoperabilidade

Participam do exercício o 1º Esquadrão de Aeronaves Remotamente Pilotadas e militares das três Forças Armadas, o que contribui para o adestramento conjunto e o fortalecimento da interoperabilidade entre Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira.

O treinamento, realizado na Base Aérea de Santa Maria (RS), ressalta a importância do emprego conjunto de tecnologias avançadas, incluindo capacidades cibernéticas, para preparar as Forças Armadas a atuar de forma coordenada na defesa da soberania nacional.

O EXOP IVR 2026 reafirma que a integração entre plataformas, sensores e centros de análise é essencial para melhorar a efetividade em operações multidomínio e garantir prontidão diante de ameaças contemporâneas.

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