A Suíça, apesar de não ter acesso ao mar, abriga em Genebra a sede da Mediterranean Shipping Company (MSC), apontada pela Alphaliner como a maior operadora mundial de transporte regular de contêineres. O caso ilustra como empresas podem coordenar redes marítimas a partir de países sem litoral.
A posição da companhia não significa que a Suíça controle navios ou rotas oceânicas. A MSC é uma empresa privada, e a sede, a bandeira dos navios, os portos e a operação comercial são elementos distintos. Segundo a fonte, a classificação da Alphaliner em outubro de 2026 atribuía à empresa 21,5% da capacidade mundial de transporte de contêineres.
O Brasil tem cerca de 7,5 mil quilômetros de litoral e movimentou 1,4 bilhão de toneladas em seus portos em 2025, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). A extensão costeira e o volume de cargas, porém, não garantem por si só influência sobre redes internacionais de transporte.
A comparação aponta que a competitividade marítima também depende de terminais, conexões terrestres, serviços logísticos, tecnologia e coordenação de rotas. Essa dimensão comercial não se confunde com poder naval militar: empresas transportam cargas, enquanto a soberania e a defesa dos espaços marítimos cabem ao Estado.
Fontes: Defesa em Foco; Alphaliner; Ministério de Portos e Aeroportos; Agência Nacional de Transportes Aquaviários; governo da Suíça.
