O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou em 21 de outubro o envio de forças especiais ao Haiti para procurar quatro técnicos da Força Aérea salvadorenha desaparecidos após uma emboscada. O ataque ocorreu em 18 de outubro, durante um deslocamento por Croix-des-Bouquets, nos arredores de Porto Príncipe.
Segundo relatos da Associated Press e do Washington Post, os técnicos apoiavam a Gang Suppression Force (GSF), força internacional autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU. Eles deixaram o veículo durante o ataque e depois perderam contato com a missão. A localização e a condição dos quatro não estavam confirmadas nas informações citadas.
Reportagens de 23 de outubro registraram o envio inicial de cerca de 200 militares salvadorenhos. Uma apuração posterior do Washington Post mencionou mais de 500 mobilizados. Os números correspondem a momentos distintos e não permitem estabelecer, por si só, o efetivo presente ou empregado nas buscas. Também houve versões conflitantes sobre restos mortais encontrados no Haiti; a Reuters informou que a identificação dependia de exames, incluindo análise de DNA.
A crise tem relevância histórica para o Brasil, que comandou o componente militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) entre 2004 e 2017. O episódio permite observar desafios de coordenação e proteção de contingentes em operações internacionais, mas o material disponível não indica uma mobilização brasileira nem uma ameaça militar direta ao território nacional.
Fontes: Associated Press, Reuters, The Washington Post e Conselho de Segurança da ONU, conforme citados no material de referência.
