A China respondeu por 56,1% das entregas mundiais de navios em 2025, segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês citados pelo Defesa em Foco. A participação considera a capacidade de carga das embarcações, medida em toneladas de porte bruto, e não o número de navios ou seu valor comercial.
O país também concentrou 69% das novas encomendas e 66,8% da carteira global de pedidos. Para o Brasil, o contraste destaca o desafio de manter estaleiros em atividade com demanda previsível, fornecedores qualificados e contratos diversificados, em vez de buscar reproduzir a escala chinesa.
O material do Defesa em Foco aponta oportunidades brasileiras em embarcações de apoio offshore, rebocadores, barcaças, navegação interior e reparos. Também cita o Fundo da Marinha Mercante, que teve uma carteira de projetos de cerca de R$ 41,7 bilhões divulgada em março de 2026, mas ressalta que projetos aprovados não equivalem a recursos desembolsados nem a navios concluídos.
A construção naval civil e a militar compartilham competências industriais, mas a produção de navios de guerra requer sistemas e requisitos específicos. O Programa Fragatas Classe Tamandaré, com quatro navios construídos em parceria tecnológica internacional, é um dos exemplos de atividade naval militar no país.
Fontes: Defesa em Foco, com dados atribuídos ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China e informações sobre o Fundo da Marinha Mercante e o Programa Fragatas Classe Tamandaré.
