Na faixa de fronteira de Uiramutã, a visita à guardiã do sabre de Rondon reuniu militares e comunidade, e destacou a atuação da Operação Ágata Escudo e do ReFron
A visita à senhora Avelina Melchior, de 106 anos, reforçou laços entre as forças militares e as comunidades tradicionais do extremo norte de Roraima.
A ação faz parte das atividades de reconhecimento de fronteira coordenadas pela 1ª Brigada de Infantaria de Selva, durante a Operação Ágata Escudo.
O encontro valorizou a memória histórica e a importância dos povos indígenas na defesa das fronteiras, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Operação Ágata Escudo e presença na fronteira
A passagem da tropa por Uiramutã integrou missões de reconhecimento de fronteira, conhecidas como ReFron, e contou com a atuação dos Pelotões Especiais de Fronteira, responsáveis pela vigilância territorial na Amazônia.
Essas operações têm papel estratégico no combate a ilícitos transnacionais, no monitoramento de áreas sensíveis, e no fortalecimento da presença do Estado em regiões remotas, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento regional.
O legado do Marechal Rondon e o sabre preservado
O sabre guardado por Avelina remete à passagem do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon pela região em 1927, quando indígenas auxiliaram a expedição em travessias difíceis e trilhas.
Em agradecimento, Rondon entregou seu sabre ao tuxaua local, gesto que simbolizou a relação de respeito e cooperação entre o Exército e os povos originários, e que permanece como memória regional.
Memória, soberania e preparação para 2027
A preservação desse acervo histórico ganha relevância com a aproximação das comemorações dos 100 anos da passagem de Rondon por Roraima, previstas para 2027, e lembra a importância da memória institucional na consolidação das fronteiras.
Ao manter presença constante na região, o Exército reafirma seu compromisso com a proteção da Amazônia, o apoio às populações locais, e a garantia da integridade territorial.
Integração com comunidades tradicionais
A interação com moradores de Uiramutã valorizou conhecimentos locais sobre o terreno, fortaleceu a cooperação com povos indígenas, e ressaltou a guardiã do sabre de Rondon como elo entre passado e presente.
Essa atuação integrada entre forças militares e comunidades tradicionais segue como elemento estratégico para a segurança nacional, e para o desenvolvimento sustentável do extremo norte do país.


