Uma monografia apresentada em 2025 à Escola de Guerra Naval examina se a pesca ilegal nas águas jurisdicionais brasileiras poderia ser usada como tática de guerra híbrida. O trabalho, de autoria do Capitão de Corveta Júlio Cesar Pinto Luciano, analisa o período de 2013 a 2023.
Segundo informações publicadas pelo Defesa em Foco, a pesquisa discute como atividades pesqueiras ilícitas poderiam produzir efeitos de pressão estratégica e destaca desafios de fiscalização na Amazônia Azul. O estudo não afirma que toda pesca ilegal seja uma operação militar.
A monografia não comprova uma campanha híbrida específica contra o Brasil. A nacionalidade estrangeira de uma embarcação, por si só, também não demonstra intenção estratégica ou coordenação com um ator estatal. Para avaliar casos concretos, seriam necessárias evidências sobre o comportamento das embarcações, vínculos entre operadores e finalidade das ações.
O autor aponta a importância de patrulhamento, inteligência e cooperação entre instituições para acompanhar atividades suspeitas e reunir provas. O trabalho foi orientado pelo Capitão de Fragata André Tominaga Mussatto; suas interpretações são atribuídas ao autor e não representam automaticamente a posição oficial da Marinha.
Fontes: Defesa em Foco; Júlio Cesar Pinto Luciano, A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada como tática de guerra híbrida nas águas jurisdicionais brasileiras, Escola de Guerra Naval, 2025.
