Em Genebra, a Santa Sé afirma que um em cada sete cristãos sofre violência ou discriminação, e reivindica que Estados adotem medidas para proteger comunidades e punir agressores
A Santa Sé voltou a chamar atenção da comunidade internacional para a **perseguição a cristãos** durante conferência em Genebra, na Suíça.
O observador permanente junto à Organização das Nações Unidas, arcebispo Ettore Balestrero, destacou a dimensão global do problema e pediu respostas coordenadas entre Estados e organismos multilaterais.
Segundo as informações apresentadas, milhões de fiéis enfrentam violência, discriminação e até morte por causa de sua fé, exigindo maior monitoramento e proteção internacional, conforme informação divulgada pela Santa Sé.
Dados e alcance da perseguição
De acordo com a representação vaticana, cerca de 400 milhões de cristãos enfrentam algum tipo de perseguição ou violência religiosa, o equivalente a um em cada sete fiéis no mundo.
O arcebispo Ettore Balestrero afirmou ainda que aproximadamente 5 mil cristãos foram mortos no último ano em razão de sua fé, o que representa uma média de 13 mortes por dia, números usados para sublinhar a gravidade da situação.
Esses dados, segundo o representante, mostram que a perseguição a cristãos não é restrita a zonas tradicionais de conflito, mas tem alcance global e afeta comunidades em diferentes contextos.
Responsabilidade dos Estados e desafios jurídicos
Balestrero ressaltou que a liberdade de religião ou crença é garantida pelo direito internacional dos direitos humanos, e que cabe aos Estados prevenir ataques, proteger vítimas e responsabilizar agressores.
O arcebispo apontou a impunidade como fator que alimenta a continuidade da violência, e pediu sistemas judiciais e instituições mais eficazes para investigar crimes e julgar os responsáveis.
A falta de respostas institucionais adequadas pode intensificar tensões sociais, sobretudo onde a intolerância religiosa se soma a disputas étnicas, territoriais ou ideológicas.
Perseguição na Europa e impacto global
A Santa Sé também alertou para episódios de intolerância religiosa em países europeus, onde relatórios apontam centenas de crimes de ódio contra cristãos em um único ano.
O avanço desses episódios no continente mostra que a questão ultrapassa as zonas de conflito clássico, obrigando governos a reforçar políticas de prevenção, educação para a tolerância e diálogo inter-religioso.
Para o Vaticano, enfrentar a perseguição a cristãos exige ações que combinem proteção imediata às vítimas e estratégias de longo prazo para reduzir radicalização e discriminação.
Apelo à ONU e recomendações práticas
A Santa Sé pediu maior cooperação entre Estados e organismos multilaterais, e defendeu o fortalecimento de mecanismos de monitoramento e de assistência às comunidades religiosas ameaçadas.
Entre as medidas sugeridas estão a coleta sistemática de dados, programas de proteção para grupos vulneráveis, capacitação de autoridades locais e incentivos ao diálogo entre diferentes confissões.
O arcebispo Ettore Balestrero pediu, por fim, que a comunidade internacional veja a questão como uma prioridade de direitos humanos, com respostas concretas para reduzir o número de vítimas e combater a impunidade.
Para enviar sugestões de pauta ou comunicar erros, a publicação citada pela Santa Sé disponibilizou contato via WhatsApp: 21 99459,4395.


