Um estudo da Escola de Guerra Naval (EGN) avaliou a viabilidade de adotar a Logística Baseada em Desempenho na manutenção das Fragatas Classe Tamandaré, da Marinha do Brasil. Elaborada em 2024 pelo oficial Alexandre Almeida dos Santos, a pesquisa examina como contratos associados a resultados poderiam ajudar a controlar despesas e manter os navios disponíveis.
Esse modelo vincula parte da remuneração do fornecedor a metas mensuráveis, como disponibilidade de equipamentos, confiabilidade e prazo de reparo. Sua aplicação, segundo o estudo, dependeria de indicadores verificáveis, dados logísticos confiáveis e previsibilidade orçamentária. O modelo não elimina os custos nem transfere automaticamente todos os riscos ao contratado.
Com base em premissas disponíveis em 2024, o autor projetou um custo anual de manutenção entre R$ 280 milhões e R$ 450 milhões para as quatro fragatas em 2029. A pesquisa também citou referências internacionais de possíveis reduções de 5% a 15%, mas não demonstrou economias efetivas para os navios brasileiros.
As estimativas são acadêmicas e não representam despesas realizadas, orçamento definitivo ou decisão da Marinha de adotar esse tipo de contrato. O trabalho tem caráter exploratório e aponta a necessidade de estudos complementares para avaliar indicadores, fiscalização e responsabilidades.
Fontes: Alexandre Almeida dos Santos, A logística baseada em desempenho: viabilidade para a implantação nas Fragatas Classe “Tamandaré”, Escola de Guerra Naval, 2024.
Crédito da imagem de capa: Marinha do Brasil
