A Polícia Federal investiga suspeitas de que embarcações pesqueiras ligadas ao litoral de Santa Catarina tenham sido usadas para transportar cocaína à Europa e à África. Em reportagem publicada em 3 de novembro de 2026, a Band informou que grupos criminosos teriam adquirido ou arrendado barcos e usado estruturas logísticas na região de Itajaí para preparar travessias pelo Atlântico.
Segundo a reportagem, uma das práticas investigadas é interromper a transmissão dos sistemas de rastreamento, o que deu origem à expressão “barcos fantasmas”. A falta de sinal, por si só, não comprova transporte de drogas nem envolvimento criminoso: a apuração precisa considerar outras evidências e atribuir eventuais responsabilidades individualmente.
Operações internacionais distintas mostram a dimensão do tráfico marítimo. Em 2025, autoridades francesas apreenderam 5.919 quilos de cocaína no Atlântico, e a Operação Renascer, em novembro, interceptou dois pesqueiros com mais de sete toneladas no total. Os casos não comprovam ligação com a investigação em Santa Catarina.
Fontes: Band, reportagem “Tráfico adapta barcos de pesca em SC para levar cocaína à Europa e à África”, publicada em 3 de novembro de 2026; Marinha Portuguesa e Polícia Judiciária, informações sobre a Operação Renascer.
