Retorno ao CIAMPA após 30 anos, a Turma I/96 de Soldados Fuzileiros Navais reuniu 132 ex-recrutas e 93 familiares, revivendo treinamento, valores e o espírito de corpo
Em 4 de março de 1996, 346 jovens entre 18 e 20 anos cruzaram o portal do Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves, carregando sonhos, ideais e a expectativa do primeiro emprego público.
O treinamento rigoroso forjou neles valores como HONRA, COMPETÊNCIA, DETERMINAÇÃO e PROFISSIONALISMO, cimentados pelo ESPÍRITO DE CORPO que marcaria suas vidas pessoais e profissionais.
No dia 21 de março de 2026, 132 ex-recrutas, acompanhados por 93 familiares, retornaram ao CIAMPA para reviver aqueles dias, rememorar instrutores e reafirmar laços, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Do primeiro impacto em 1996 às marcas no DNA
Na entrada original, os 346 recrutas enfrentaram uma rotina de provas físicas e disciplina, com momentos que gravaram no corpo e na memória o lema de se tornarem combatentes anfíbios.
Os anos seguintes levaram cada um a caminhos distintos, seja como empreendedor, microempresário, bombeiro militar, policial ou militar de carreira, mas todos mantiveram a marca do Corpo de Fuzileiros Navais em seu DNA.
O reencontro no CIAMPA, 21 de março de 2026
Ao retornarem ao Centro de Instrução, os 132 ex-recrutas foram recepcionados pelo Suboficial-Mor do CIAMPA, Suboficial Felisbino, e ouviram as boas-vindas do Suboficial e ex-instrutor Franklin no fonoclama.
Em marcha, eles se dirigiram ao ponto onde a equipe de instrução os aguardara há 30 anos, revivendo o primeiro impacto de gritos, apitos e a intensidade que começava a formar a mentalidade militar.
Instrutores, cerimônias e rituais preservados
Durante a visita, os antigos instrutores foram relembrados pelos nomes e pela presença: Suboficial Magalhães, Suboficial Mota, Suboficial Gonçalves e Sargento Francisco, que presenciaram os ex-recrutas “pagando suas etapas” novamente.
No pátio, foi possível ouvir apitos, rememorar gritos e ouvir os sussurros das instruções noturnas, como o tradicional “manitu, manitu, mande chuva, manitu!”, sinais de rituais que atravessam gerações.
Planta da Paineira Rosa, foto final e confraternização
Ao descerem dos alojamentos, os participantes plantaram uma Paineira Rosa com uma placa identificadora da turma, gesto que imortalizou o encontro que muitos consideram a melhor turma e a que mais reuniu ex-recrutas após três décadas.
No pátio da Bandeira foi tirada a foto final, e, em seguida, o grupo seguiu para o salão de confraternização organizado pelo Suboficial Fuzileiro Naval Stepple, representante da turma perante o Centro de Instrução.
Legado, emoção e exemplo para novas turmas
O reencontro não foi apenas uma festa, mas a reafirmação de uma sinergia inexplicável e do laço que une homens que passaram pelas mesmas provações dentro do CIAMPA.
Como lembrança e inspiração, ficou o mantra que resume a identidade do grupo, “fomos, somos, sempre seremos Fuzileiros Navais!”, e a inscrição vista no portal, “Aqui nascem os Combatentes Anfíbios”, que acompanhou a cerimônia e reforçou o compromisso com os valores do CFN.
O encontro deixou claro que a experiência da Turma I/96 permanece viva, servindo de exemplo para as novas turmas que hão de vir, homens e mulheres anfíbios, chamados a honrar o Corpo de Fuzileiros Navais até o fim.


