terça-feira
10 fevereiro

Mensagem do Comandante da Marinha no Dia do Marinheiro, destacando soberania no Atlântico, Lei Complementar 221/2025, modernização naval, projetos e ação humanitária

Em discurso sobre a proteção da Amazônia Azul, o Comando enfatiza presença, dissuasão, pesquisa e cooperação internacional para assegurar rotas, recursos e interesses estratégicos

A Marinha reforçou a importância da presença naval contínua e da capacidade dissuasória para garantir a liberdade de uso do mar e a proteção de interesses estratégicos, e lembrou que o oceano sustenta rotas comerciais e recursos essenciais.

O Comando também destacou investimentos em projetos industriais e tecnológicos, ampliações de frota e capacidades de resposta humanitária, como forma de ampliar a prontidão e a proteção da costa brasileira.

Toda essa mensagem foi apresentada pelo Comandante da Marinha ao marcar o Dia do Marinheiro, conforme mensagem divulgada pelo Comando da Marinha.

Soberania marítima e o papel do elemento humano

No pronunciamento, o Comandante citou que “A Soberania no MAR projeta-se por meios dissuasórios e afirma-se, precipuamente, pelo vigor moral de “Marinheiros” que neles combatem, até o sacrifício da própria vida.” Essa afirmação sublinha que equipamentos e plataformas dependem, em última instância, do trabalho e da dedicação das pessoas.

O texto lembrou que controlar o espaço marítimo é condição para salvaguardar liberdade, assegurar fluxos vitais e proteger interesses num cenário geopolítico instável. A expressão da soberania no Atlântico, conhecida como Amazônia Azul, foi destacada como ativo estratégico para o País.

Projetos estratégicos e sustentação industrial

O Comando registrou a sanção da Lei Complementar n° 221/2025, indicando que a norma “afiançou sustentação financeira continuada aos Projetos Estratégicos, preservando ritmos industriais, autonomias tecnológicas e a perenidade de perícias fulcrais para sistemas sensíveis.”

Como consequência, a Marinha relatou avanço em programas de construção e incorporação, fortalecendo a arquitetura naval para múltiplos cenários de emprego. Foram citadas, entre outras, as fragatas “Tamandaré” e “Jerônimo de Albuquerque” e o submarino “Almirante Karam”, além das incorporações dos submarinos “Humaitá” e “Tonelero”.

Segurança marítima, monitoramento e presença estratégica

A Força Naval disse ter ampliado o alcance de monitoramento e resposta ao longo da costa, reforçando a vigilância das Águas Jurisdicionais Brasileiras. A incorporação do Aviso Hidroceanográfico “Cananéia” foi destacada como contributo ao suporte à navegação e ao conhecimento ambiental marítimo.

O reordenamento do Corpo de Fuzileiros Navais foi mencionado como medida para garantir presença permanente em pontos sensíveis do litoral, protegendo eixos comerciais cruciais para a circulação de riquezas.

Ação humanitária, apoio a populações e cooperação internacional

Na área humanitária, a Marinha apresentou ganhos operacionais com a chegada do Navio-Doca Multipropósito “Oiapoque” e do Navio de Assistência Hospitalar “Sargento Lima”, além da construção do Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery”, que ampliará o apoio médico a populações ribeirinhas.

O Comando também anunciou a criação do Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval, e ressaltou que essas capacidades somam-se a exercícios combinados, comissões ao exterior e cooperação técnico-operativa, fortalecendo a presença estratégica brasileira em fóruns de segurança e direito do mar.

Ciência, polar e limites da plataforma continental

O discurso destacou o investimento em pesquisa e desenvolvimento, citando o avanço na construção do Navio Polar “Almirante Saldanha”, que deverá impulsionar estudos no Continente Austral e beneficiar a comunidade científica.

Além disso, houve referência ao aval da Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU para expansão da Plataforma Continental Brasileira, que, segundo o Comando, “conferiu à Amazônia Azul reconfiguração geoestratégica, avolumando o domínio Nacional sobre áreas de elevado potencial econômico.”

Tradição, reconhecimento e chamado aos marinheiros

O Comandante enalteceu a figura do Almirante Tamandaré, Patrono da Marinha, como exemplo de humildade e serviço, e destacou a entrega da Medalha Mérito Tamandaré a personalidades que traduzem a herança moral do patrono.

Ao final da mensagem, foi feita uma convocação ao corpo naval para manter a prontidão e o compromisso com a pátria, incluindo a frase de incentivo dirigida aos militares, “Marinheiros, rumo ao MAR!” e as saudações do Comandante, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen.

O pronunciamento reforça que, para a Marinha do Brasil, a presença constante, a modernização e o preparo humano são pilares para proteger o mar, garantir a segurança de rotas e preservar os recursos que sustentam o desenvolvimento nacional, especialmente no contexto do Dia do Marinheiro.

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