Com a Operação Catrimani II ativa desde abril de 2024, o Exército na Yanomami promove queda histórica do garimpo, ações integradas de segurança e apoio direto às comunidades
A presença do Exército na Terra Indígena Yanomami completa dois anos com resultados que chamam atenção, em especial no combate ao garimpo ilegal. A **Operação Catrimani II** tornou-se um marco da atuação integrada entre Forças Armadas, órgãos de segurança e agências governamentais.
Em pouco mais de um ano de operações contínuas na região, houve um recuo expressivo das áreas de garimpo, ações de repressão e medidas de assistência às comunidades indígenas. A atuação combinou patrulhas fluviais, incursões aéreas e engenharia militar, com foco em retirar estruturas ilegais e restabelecer serviços básicos.
Os números e os impactos sociais e de saúde indicam alterações concretas no cotidiano das comunidades Yanomami, com redução de doenças e retomada de atividades tradicionais, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Resultados operacionais e repressão ao garimpo
Os dados oficiais mostram uma redução de 98,77% nas áreas de garimpo ilegal ativo, passando de 4.570 hectares para apenas 56 hectares em pouco mais de um ano, segundo a fonte. A operação resultou na interdição de 80 pistas clandestinas, na realização de 344 prisões e na destruição de centenas de acampamentos ilegais.
Além das prisões, houve apreensão de armamentos e inutilização de equipamentos usados na mineração irregular. As ações de fiscalização envolveram monitoramento aéreo e patrulhas por rios, o que permitiu atingir pontos remotos onde a atividade ilícita se concentrava.
Impactos na saúde e na vida indígena
A atuação do Exército na Yanomami foi acompanhada de apoio logístico para manter o atendimento de saúde nas comunidades, com transporte aéreo de equipes médicas e entrega de medicamentos. Esse suporte ajudou a reduzir indicadores negativos de saúde.
Segundo a mesma fonte, a mortalidade indígena caiu 21%, e houve reduções significativas em doenças como malária e na desnutrição. A retomada de atividades agrícolas tradicionais indica recuperação da autonomia das comunidades, com melhoria na qualidade de vida.
Integração institucional e soberania
O sucesso da Operação Catrimani II está ligado à integração entre as Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências governamentais, permitindo coordenação de logística, inteligência e ações repressivas. Essa atuação conjunta fortalece a presença do Estado na Amazônia.
A operação, de acordo com a fonte, respeita direitos humanos e as especificidades culturais indígenas, um ponto destacado como essencial para a legitimidade das ações. Para autoridades, a iniciativa reforça o papel estratégico do Exército na proteção do território e na garantia da soberania nacional.
Desafios e continuidade
Especialistas e lideranças indígenas afirmam que a manutenção da operação e o fortalecimento de políticas públicas são essenciais para consolidar os ganhos. O combate ao garimpo ilegal, a recuperação dos serviços de saúde e a proteção dos modos de vida tradicionais dependem de esforço contínuo.
O acompanhamento transparente dos resultados, a cooperação entre instituições e a participação das comunidades seguem como pilares para ampliar e consolidar a redução do garimpo ilegal na região, garantindo segurança e dignidade para os povos Yanomami.


