segunda-feira
29 junho

Marinha do Brasil forma primeiras aviadoras navais, Segundo-Tenentes Helena Monteiro e Isabela Ferreira concluem CAAvO e abrem caminho na Aviação Naval

Dupla de oficiais completou o Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais em São Pedro da Aldeia, com pousos embarcados e treinamentos de sobrevivência, fortalecendo a Aviação Naval

A Marinha do Brasil formou, pela primeira vez em sua história, duas mulheres na tradicional Aviação Naval, ao final do exigente Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais.

As Segundo-Tenentes Helena de Souza Monteiro Morais e Isabela Ferreira de Amorim concluíram a formação, marcada por etapas práticas, sobrevivência no mar e na selva, e pousos embarcados.

Essa conquista representa um marco para a inserção feminina em atividades operativas da Marinha e tende a inspirar novas candidatas à Aviação Naval, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Formação e exigências do CAAvO

O Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais, o CAAvO, é considerado um dos mais exigentes da carreira naval, incluindo adaptação fisiológica, navegação aérea, voo por instrumentos e pouso a bordo.

O processo de formação ocorre em São Pedro da Aldeia (RJ), sede da Aviação Naval, e passa por fases teóricas e práticas, com exames médicos, fisiológicos e psicológicos específicos para atividade aérea.

As oficiais treinaram no 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1), onde realizam missões progressivas e eliminatórias até a missão operativa final.

Marco institucional e repercussão

A presença dessas duas oficiais na Aviação Naval tem impacto simbólico e institucional, ampliando a participação feminina em áreas operativas das Forças Armadas.

Segundo a Marinha do Brasil, “todos os requisitos exigidos às Oficiais foram exatamente os mesmos aplicados aos demais integrantes da turma”, o que reforça o padrão operacional da Aviação Naval e a igualdade de critérios.

Familiares e companheiros destacaram o nível de dedicação exigido, que inclui preparo físico, equilíbrio emocional e resiliência psicológica, competências essenciais para operações aéreas navais.

O papel estratégico da Aviação Naval

A Aviação Naval desempenha funções estratégicas, como defesa marítima, apoio a operações navais, busca e salvamento e proteção da Amazônia Azul.

A incorporação de novas aviadoras amplia o quadro operacional da Força e contribui para a modernização e diversidade de talentos, acompanhando a evolução das Forças Armadas em relação à presença feminina em funções operacionais.

Mais do que um evento simbólico, a conclusão do CAAvO pelas duas oficiais demonstra a maturidade da estrutura de formação e a tendência de crescimento da presença feminina em unidades operativas da Marinha.

Nos siga nas redes sociais

Últimas Notícias

- Advertisement - spot_imgspot_img

Notícias Relacionadas

Economia Azul recebe ciclo nacional ‘Horizontes da Economia Azul’...

Ciclo de dez simpósios coordenado pela Diretoria de Portos e Costas, com encontros regionais até abril de...

Link-BR2 amplia interoperabilidade entre Marinha, Exército e FAB, moderniza...

Sistema brasileiro conecta aeronaves, radares, sensores e centros de comando, reduzindo tempo de resposta em operações conjuntas,...

Do astrolábio ao algoritmo: por que a evolução das...

Análise sobre como a evolução das potências globais deslocou o centro do poder de rotas marítimas e...

XX Maritime Staff Talks reforça interoperabilidade naval entre Brasil...

Encontro em New Orleans alinhou Marinha do Brasil, U.S. Navy, U.S. Marine Corps e U.S. Coast Guard...

Marinha do Brasil projeta resiliência marítima na 6ª Conferência...

A apresentação em Istambul reforçou que a proteção de portos e infraestruturas exige integração entre Estado, iniciativa...

Operação Furnas 2026 mobiliza cerca de 2 mil militares,...

No Lago de Furnas, Operação Furnas 2026 reúne equipamentos anfíbios, JLTV, Piranha, EDLit e sistemas NBQR, treinando...