domingo
24 maio

General Miranda Filho, morto aos 62 anos, comandou missão da ONU na República Democrática do Congo em 2023, e era referência em operações aeromóveis e guerra na selva

Exército Brasileiro lamenta perda de Otávio Rodrigues de Miranda Filho, ex-Subcomandante do COTER, adido militar na China, com atuação no Sudão e em seis comandos de área, incluindo a Amazônia

O Exército Brasileiro informou o falecimento do General de Divisão Otávio Rodrigues de Miranda Filho, aos 62 anos, comunicado divulgado nesta quinta-feira, 21.

Ao longo de sua carreira, o General Miranda Filho ocupou cargos estratégicos, entre eles o comando militar da missão da ONU na República Democrática do Congo, em 2023, e a função de Subcomandante de Operações Terrestres no COTER.

Sua trajetória incluiu especializações em operações aeromóveis, paraquedismo militar e guerra na selva, e serviços como adido militar na China e participação em missões no Sudão, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

Trajetória militar e formação operacional

Natural do Piauí, Miranda Filho ingressou na carreira militar aos 17 anos pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo.

Ao longo da vida militar, serviu em seis dos oito Comandos Militares de Área, dedicando cerca de cinco anos à região amazônica, considerada estratégica para a defesa nacional.

Formado e treinado em áreas de elevada complexidade operacional, o general destacou-se em preparação de tropas e doutrinas de emprego em ambientes hostis.

Missões internacionais e comando na ONU

Em 2023, o General Miranda Filho comandou a missão de estabilização da ONU na República Democrática do Congo, função que exige coordenação multinacional e atuação em cenários de conflito.

Além do Congo, ele integrou missão da ONU no Sudão e acumulou experiência diplomática como adido militar na Embaixada do Brasil na China, reforçando a presença brasileira em operações de paz.

A participação dele em operações internacionais contribuiu para a projeção do Brasil e o desenvolvimento de capacidades como guerra na selva e operações aeromóveis.

Reações, homenagens e legado

A morte do General Miranda Filho causou comoção entre militares da ativa e veteranos, que lembraram sua liderança, humanidade e espírito de sacrifício.

O Comando de Operações Terrestres afirmou que ele conduziu suas missões “com firmeza, espírito de sacrifício e permanente compromisso com a preparação e o emprego da Força Terrestre“, destacando que seu legado permanecerá como referência de honra e lealdade.

Entre as manifestações, o Coronel Viana recordou o período em que serviu sob o comando do general durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, descrevendo-o como “comandante e amigo”, e ressaltou valores humanos e espirituais que marcaram sua carreira.

Protagonismo brasileiro em operações de paz

A carreira do General Miranda Filho ilustra a presença crescente do Brasil em missões da ONU, com militares assumindo papéis de comando e coordenação em ambientes complexos.

Oficiais com experiência em missões internacionais atuam como multiplicadores de doutrina e preparo operacional, reforçando capacidades estratégicas do Exército Brasileiro.

Ao lamentar sua morte, a instituição prestou homenagem a um oficial cuja trajetória esteve ligada ao preparo operacional da Força Terrestre, à cooperação internacional e ao serviço à Pátria.

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