Com SUPPRESSOR 7 e SUPPRESSOR 11, o Programa SUPPRESSOR integra sistemas autônomos à estratégia naval, ampliando vigilância, patrulha, interoperabilidade e apoio a missões na Amazônia Azul
A Marinha do Brasil apresentou ao setor operativo os veículos não tripulados SUPPRESSOR 7 e SUPPRESSOR 11, marcando avanço no uso de plataformas autônomas no ambiente naval.
A atividade foi conduzida pela EMGEPRON em parceria com a empresa brasileira TideWise, e permitiu avaliar capacidades técnicas e conceitos operacionais dos sistemas.
Os sistemas têm aplicação dual, tanto em missões militares como em ações civis de segurança marítima, inspeção e monitoramento ambiental, alinhados ao Plano Estratégico da Marinha 2040 (PEM 2040), conforme informação divulgada pela EMGEPRON.
O que são os veículos SUPPRESSOR 7 e SUPPRESSOR 11
Os veículos apresentados são plataformas de superfície não tripuladas projetadas para ampliar a consciência situacional e reduzir riscos operacionais em missões complexas.
Durante a demonstração, o setor operativo avaliou a possibilidade de emprego em patrulha naval, contramedidas de minagem e operações integradas envolvendo plataformas autônomas.
Esses sistemas permitem monitoramento contínuo, coleta de dados por sensores embarcados e operação coordenada com outras unidades, fortalecendo a presença marítima sem necessidade de tripulação embarcada.
Inovação tecnológica e fortalecimento da Base Industrial de Defesa
O Programa SUPPRESSOR destaca a atuação conjunta entre Força, indústria e ecossistema de inovação, reforçando a Base Industrial de Defesa (BID) nacional.
A parceria entre EMGEPRON e TideWise demonstra a crescente integração entre capacidades públicas e privadas, com ganhos em inteligência artificial, navegação autônoma, sensores e comunicações embarcadas.
Especialistas apontam que esse avanço foca geração de conhecimento, empregos qualificados e desenvolvimento científico, além de ampliar aplicações civis como inspeção de plataformas offshore e fiscalização portuária.
Impacto estratégico, desafios operacionais e doutrinários
O emprego de sistemas autônomos redefine operações navais, e o Programa SUPPRESSOR contribui para a proteção da Amazônia Azul, área crucial para recursos naturais e infraestrutura crítica.
A incorporação dessas capacidades exige atualização doutrinária, treinamento especializado e adaptação das estruturas de comando para garantir interoperabilidade e segurança das operações.
Ao acompanhar tendências internacionais, a Marinha do Brasil, a EMGEPRON e a indústria nacional ampliam a autonomia estratégica do país e posicionam o Brasil no cenário das tecnologias marítimas autônomas aplicadas à defesa e segurança naval.


