Comando central em Brasília, o COTER integra planejamento, doutrina e emprego para preparar tropas, conduzir exercícios e adaptar o Exército às ameaças modernas
O papel do COTER, o Comando de Operações Terrestres, é transformar diretrizes estratégicas em força pronta para o emprego em todo o território nacional.
Com atuação que vai de operações na Amazônia a missões de paz, o órgão coordena adestramento, exercícios e a incorporação de novas tecnologias.
As informações a seguir são baseadas no material divulgado pelo Defesa em Foco, que detalha estrutura e atribuições do comando, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Estrutura e atribuições do COTER
Vinculado ao Comando do Exército e sediado em Brasília, o COTER foi criado em 1990 e consolidou-se como a unidade responsável por converter planejamento em capacidade operacional.
A organização atual inclui o Comando, o Subcomando, o Centro de Doutrina do Exército, a Chefia de Preparo da Força Terrestre, a Chefia de Emprego da Força Terrestre e a Chefia de Missões de Paz, funções que permitem integrar planejamento, treinamento e emprego.
Treinamento, adestramento e impacto social
O trabalho do COTER ocorre muitas vezes nos bastidores, porém tem efeito direto na segurança da população, pois garante que tropas estejam aptas para defesa, apoio à população e ações de defesa civil.
O comando coordena exercícios que simulam cenários na Amazônia, ambientes urbanos e missões multinacionais, promovendo a atualização de técnicas, táticas e procedimentos diante das transformações tecnológicas do combate moderno.
Missões de paz e operações multidomínio
Além de operações domésticas, o Comando de Operações Terrestres prepara contingentes para missões de paz da ONU, atividade que contribuiu para a reputação internacional do Brasil nas últimas décadas.
O COTER também acompanha conceitos operacionais emergentes, incluindo guerra eletrônica, sistemas de monitoramento e inteligência artificial, para integrar capacidades em ambientes multidomínio.
Desafios, fronteiras e modernização
Entre os desafios está o combate a ilícitos transfronteiriços na Amazônia, atuação que exige coordenação com outros órgãos e adaptação de doutrinas e equipamentos.
Ao mesmo tempo, a incorporação de novas tecnologias e a promoção do desenvolvimento profissional fortalecem a prontidão, mantendo o Exército apto a defender a soberania e os interesses estratégicos do Brasil.


