Aos 108 anos e 321 dias, Nestor da Silva morreu em 30 de maio de 2026, veterano que se destacou em Monte Castelo, Castelnuovo e Montese e era referência entre os condecorados
Nestor da Silva, combatente da Força Expedicionária Brasileira, morreu nesta data, encerrando uma trajetória que atravessou o século XX e parte do século XXI.
Sua vida foi marcada por combates na campanha da Itália, por promoções por bravura e por décadas de serviço ao Exército Brasileiro, sempre ligado à preservação da memória dos expedicionários.
Os detalhes sobre sua trajetória e sua morte foram divulgados pela imprensa especializada e por entidades ligadas à memória militar, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Trajetória militar e feitos na Itália
Nascido em 13 de julho de 1917, em Minas Gerais, Nestor ingressou na carreira militar em 1938, como praça voluntário no então 10º Regimento de Infantaria, em Belo Horizonte.
Seis anos depois, integrou a Força Expedicionária Brasileira e atuou no Teatro de Operações da Itália, destacando-se em batalhas como Monte Castelo, Castelnuovo e Montese.
Na Batalha de Montese, recebeu promoção por bravura, passando de 2º Sargento para 2º Tenente, reconhecimento conferido em situações extraordinárias de combate.
Condecorações e posição histórica
Nestor foi agraciado com a Cruz de Combate de 1ª Classe, honraria concedida por atos de bravura em combate pelo Exército Brasileiro.
Segundo a Associação Nacional dos Veteranos da FEB, ele era o último sobrevivente entre os cerca de 643 militares agraciados com a Cruz de Combate de 1ª Classe, o que lhe conferia posição singular na memória militar nacional.
Carreira depois da guerra e legado
Ao retornar ao Brasil, Nestor continuou no Exército, integrando a Brigada de Infantaria Paraquedista, e concluiu os cursos de Paraquedista Militar e Mestre de Salto.
Reformado como Tenente-Coronel, atuou em funções no Estado-Maior do Exército e participou de eventos e cerimônias voltadas à preservação da história da FEB, tornando-se referência para novas gerações.
Repercussão e memória
A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, DPHCEx, destacou que Nestor construiu uma vida marcada pela coragem, disciplina e espírito de missão, deixando um legado de valores para futuras gerações.
Com a morte de Nestor, que tinha 108 anos e 321 dias ao falecer em 30 de maio de 2026, encerra-se um elo vivo com a geração que enfrentou os campos de batalha europeus entre 1944 e 1945.
Além disso, era considerado o último veterano da FEB residente no Distrito Federal e o veterano expedicionário mais longevo já registrado no Brasil, posições que reforçam a dimensão histórica de sua trajetória.
Sua história será preservada em museus, centros de memória e registros militares, e seu exemplo permanecerá como referência de compromisso com a democracia e a liberdade.


