quinta-feira
18 junho

Quando o submarino nuclear brasileiro Álvaro Alberto (SN-10) entrará em operação, previsão a partir de 2034, e qual o impacto na vigilância da Amazônia Azul

Submarino nuclear brasileiro terá propulsão testada no LABGENE e construção em Itaguaí, com provas de mar e segurança antes da incorporação à Esquadra

O Brasil avança no desenvolvimento do primeiro submarino de propulsão nuclear produzido no hemisfério sul, com etapas em estaleiro e em centros de testes especializados.

O projeto mobiliza centros de pesquisa, indústria e universidades, e promete ampliar a capacidade de vigilância sobre áreas marítimas estratégicas.

“O submarino nuclear Álvaro Alberto (SN-10), considerado o projeto mais ambicioso da história da Marinha do Brasil, tem previsão de entrar em operação a partir de 2034. Quando incorporado à frota, o submarino elevará a capacidade de defesa e vigilância do país sobre a chamada Amazônia Azul, área marítima com mais de 5,7 milhões de km² sob jurisdição brasileira”, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Como está o desenvolvimento e onde são feitos os testes

A construção do SN-10 ocorre no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, local onde foram fabricados os submarinos convencionais da mesma programação industrial.

O sistema de propulsão nuclear, desenvolvido nacionalmente, é validado no Centro Experimental de Aramar, em Iperó, São Paulo, com destaque para o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que testa em terra os componentes do reator antes da instalação a bordo.

O papel do PROSUB e a sequência de entregas

O submarino nuclear faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, PROSUB, uma parceria que estruturou a capacidade de construção e pesquisa naval no país.

O PROSUB já entregou os convencionais Riachuelo (S-40), Humaitá (S-41) e Tonelero (S-42), enquanto o Angostura (S-43) avança para as etapas finais antes da incorporação à Esquadra, demonstrando a progressão do programa.

Por que o submarino nuclear brasileiro é estratégico

O valor estratégico reside na autonomia operacional do sistema de propulsão nuclear, que permite longos períodos submersos e maior capacidade de dissuasão e vigilância, reduzindo as chances de detecção.

Para o Brasil, essa vantagem é crucial devido à dimensão da Amazônia Azul, que concentra rotas comerciais, reservas do pré-sal e outras infraestruturas sensíveis, elevando a importância de plataformas de longa autonomia.

Impacto industrial, científico e próximos passos

O programa fortalece setores como engenharia naval, metalurgia especial, tecnologia nuclear e automação, formando profissionais qualificados e reduzindo dependência externa em tecnologia crítica.

Antes da incorporação operacional, o submarino passará por campanha de testes de cais e provas de mar, com avaliações de segurança, desempenho da propulsão, sensores e sistemas de combate e navegação, etapas essenciais para o início das operações previsto para 2034.

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