No Centro de Instrução de Guerra na Selva, precursores paraquedistas ampliaram técnicas de sobrevivência, obtenção de recursos e adaptação ao ambiente amazônico para missões
Entre os dias 15 e 17 de junho, alunos do Curso de Precursor Paraquedista participaram de uma capacitação intensiva no Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus.
Durante três dias, os militares receberam instrução prática sobre sobrevivência na selva, identificação de recursos naturais e adaptação às condições da floresta, consideradas entre as mais complexas do mundo para o emprego militar.
As atividades visaram ampliar a autonomia operacional dos precursores paraquedistas em áreas remotas, reduzindo dependência logística e aumentando a segurança nas operações, conforme informação divulgada pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS).
Treinamento focado em sobrevivência e recursos locais
No curso, os precursores paraquedistas aprofundaram técnicas de sobrevivência na selva, aprendizagem essencial para operar longe de centros de apoio. O treinamento incluiu orientação, obtenção de água e alimentos naturais e adaptação às condições de umidade e calor constantes.
Essas competências permitem que equipes atuem por longos períodos em áreas isoladas, mantendo autonomia operacional quando o acesso a suprimentos é limitado.
Papel dos precursores em missões aeroterrestres
Os precursores paraquedistas são responsáveis por reconhecimento, preparação de zonas de lançamento e coordenação de operações aeroterrestres. Suas ações precedem a chegada de tropas e garantem a segurança das forças que virão a seguir.
O treinamento no CIGS aprimora navegação, comunicação e técnicas de infiltração, fatores críticos para o sucesso de missões em ambiente amazônico.
Contribuição para a proteção da Amazônia e presença do Estado
A capacitação reforça a capacidade do Exército Brasileiro de monitorar e responder a desafios na região, que possui extensão territorial e riqueza ambiental estratégicas para a soberania nacional.
Militares treinados em ambiente de selva também apoiam operações de busca e salvamento, assistência humanitária e ações em áreas de difícil acesso, ampliando a presença do Estado em pontos sensíveis e fronteiriços.
Integração entre especialidades e prontidão operacional
Além das habilidades individuais, a atividade fortalece a integração entre diferentes especialidades militares, elevando o nível técnico exigido para missões de alta complexidade.
O domínio das técnicas aprendidas no CIGS, aliado à experiência específica dos precursores paraquedistas, amplia a prontidão do Exército Brasileiro para enfrentar cenários adversos na Amazônia.
O investimento contínuo em capacitação especializada consolida uma doutrina nacional de defesa orientada para operações em floresta tropical, preservando conhecimentos acumulados ao longo de décadas.


