sexta-feira
19 junho

Exército forma mergulhadores no Estágio de Mergulho a Ar e Resgate, habilitando militares para operações subaquáticas até 39 metros, resgates noturnos e apoio civil

Estágio de Mergulho a Ar e Resgate prepara militares para missões complexas, com quatro semanas de treinamento, mergulhos a 39 metros, técnicas de busca e resgate em baixa visibilidade

Dois militares do Exército concluíram uma das capacitações mais exigentes da Força Terrestre, voltada para operações subaquáticas e resgate, após um ciclo intenso de treinamento.

O curso desenvolve habilidades técnicas, resistência física e preparo psicológico, necessárias para missões noturnas e ações em ambiente de baixa visibilidade.

Conforme informação divulgada pelo Centro de Instrução de Operações Especiais, CIOEsp, e pelo Exército Brasileiro, os concluintes são o Tenente de Moraes, do 3º Batalhão de Engenharia de Combate, e o Sargento Estevão, da 10ª Companhia de Engenharia de Combate.

Formação e exigências do EMAR/3

O Estágio de Mergulho a Ar e Resgate, conhecido como EMAR/3, foi conduzido no CIOEsp, em Niterói, e teve duração de quatro semanas, tempo em que os militares foram submetidos a provas físicas e exercícios práticos intensos.

O conteúdo incluiu técnicas avançadas de orientação subaquática, busca e localização de objetos, reflutuação de materiais, mergulho noturno e procedimentos de resgate, além de primeiros socorros aplicados ao ambiente submerso.

Durante o curso, os participantes treinaram operações em condições adversas, o que condiciona a atuação em cenários de risco elevado e demanda grande disciplina técnica.

Capacidades operacionais e aplicações civis

Com a aprovação no EMAR/3, os militares receberam habilitação para executar mergulhos de até 39 metros, realizar ações de busca e salvamento em baixa visibilidade e operar em missões noturnas.

Embora focalizado em uso militar, o treinamento tem ampla utilidade em atendimento a desastres naturais, enchentes e acidentes aquáticos, onde equipes especializadas podem salvar vidas e recuperar bens.

A presença desses especialistas fortalece a capacidade de pronta-resposta das unidades de Engenharia de Combate, frequentemente empregadas em apoio à Defesa Civil e em operações humanitárias em todo o país.

Reconhecimento internacional e impacto na tropa

O EMAR/3 oferece certificação com equivalência internacional, o que eleva o padrão técnico dos concluintes, sendo reconhecida como nível Dive Master no âmbito do mergulho profissional.

Esse reconhecimento assegura alinhamento com as melhores práticas globais, incorporando procedimentos de segurança e planejamento modernos às operações subaquáticas do Exército.

A formação do Tenente de Moraes e do Sargento Estevão representa um ganho coletivo, ao ampliar as capacidades do 3º Batalhão de Engenharia de Combate e da 10ª Companhia de Engenharia de Combate, e reafirma o investimento institucional na qualificação do capital humano.

CIOEsp, centro de referência

O Centro de Instrução de Operações Especiais, sediado em Niterói, é responsável por cursos que preparam militares para ações especializadas, como infiltração, resgate e mergulho militar.

A conclusão do EMAR/3 demonstra a busca permanente por manter quadros aptos a desafios operacionais complexos, e reforça o papel do CIOEsp como referência na formação de especialistas para a Força Terrestre.

Para sugestões de pauta ou comunicação de erros, o canal de contato indicado junto às publicações relacionadas permanece disponível.

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