domingo
21 junho

Projeto MANTA combina radares de longo alcance e inteligência artificial para proteger a Amazônia Azul, com IACIT, Marinha do Brasil e R$ 49 milhões da FINEP

Solução nacional vai ampliar a fiscalização da Amazônia Azul e da plataforma continental estendida, alcançando mais de 350 milhas náuticas e integrando dados por IA

O Brasil dará um passo tecnológico na vigilância marítima com o lançamento do Projeto MANTA, que pretende unir sensores de longo alcance e análise por inteligência artificial para monitorar áreas distantes da costa.

A iniciativa é liderada pela IACIT em parceria com a Marinha do Brasil, e envolve empresas nacionais do setor de defesa e tecnologia para desenvolver capacidades estratégicas no Atlântico Sul.

As informações sobre o programa e o financiamento foram divulgadas pela imprensa especializada, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

O que é o Projeto MANTA e até onde ele alcança

O Projeto MANTA tem como objetivo criar uma nova geração de sistemas de monitoramento capazes de acompanhar, identificar e rastrear atividades em áreas marítimas cada vez mais distantes da costa brasileira.

A proposta prevê a integração de múltiplas fontes de dados, sensoriamento avançado, processamento de sinais e uso de algoritmos por inteligência artificial para aumentar a eficiência na detecção e classificação de alvos.

Segundo os desenvolvedores, o sistema deverá alcançar distâncias superiores a 350 milhas náuticas, o equivalente a aproximadamente 650 quilômetros, ampliando a cobertura atualmente disponível para operações de vigilância de longo alcance.

Por que a iniciativa é estratégica para a Amazônia Azul

A Amazônia Azul compreende aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados sob jurisdição brasileira, área que abriga reservas energéticas, rotas comerciais e rica biodiversidade.

Com a recente ampliação da plataforma continental, a proteção dessas áreas passou a exigir ferramentas com maior alcance e persistência operacional, para combater pesca ilegal, tráfico e outras ameaças.

Em março de 2025, a Organização das Nações Unidas reconheceu a ampliação de aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados da plataforma continental brasileira, o que aumentou a responsabilidade sobre o monitoramento desses espaços.

Como a tecnologia e a indústria nacional se articulam

O projeto é conduzido por um consórcio que inclui a IACIT, a Marinha do Brasil, a Orbital Engenharia, a Polidesign Indústria e Comércio e outras parceiras, com foco em incentivar a base tecnológica nacional.

O desenvolvimento conta com o investimento de R$ 49 milhões da FINEP, recurso que, segundo os organizadores, fortalece a capacidade industrial e a soberania tecnológica do país em sistemas sensíveis, como radares de longo alcance e processamento avançado de dados.

Além da vigilância, a solução nacional poderá apoiar ações de proteção ambiental, resposta a emergências e fiscalização de atividades econômicas em regiões remotas da Amazônia Azul.

O papel da inteligência artificial na vigilância marítima

A introdução de recursos de inteligência artificial no Projeto MANTA visa automatizar a identificação de padrões, reconhecer comportamentos suspeitos e priorizar alertas para os operadores responsáveis.

Essas ferramentas devem reduzir a carga de trabalho das equipes, acelerar o processamento de informações e permitir respostas mais ágeis diante de incidentes ou atividades ilícitas.

A combinação entre sensores de longo alcance e análise inteligente de dados segue uma tendência global em sistemas modernos de defesa e segurança marítima, trazendo maior consciência situacional para a Marinha do Brasil na proteção da Amazônia Azul.

Com o avanço do Projeto MANTA, autoridades e a indústria nacional esperam aumentar a capacidade de fiscalização sobre recursos estratégicos e garantir a soberania do país sobre seus espaços marítimos, mantendo presença e vigilância em áreas cada vez mais distantes da costa.

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