No encontro realizado entre os dias 16 e 18 de junho em Belém, representantes de sete países discutiram técnicas de detecção, troca de inteligência e respostas coordenadas às embarcações semissubmersíveis
As embarcações semissubmersíveis voltaram a movimentar o debate sobre segurança marítima, por sua capacidade de reduzir a exposição acima da água e dificultar a detecção visual e por radares.
Especialistas e autoridades apontaram que o aumento do uso desses meios em rotas entre a América do Sul e a Europa exige respostas conjuntas, com investimento em inteligência, tecnologia e interoperabilidade entre agências.
O encontro ocorreu entre os dias 16 e 18 de junho, reuniu representantes de sete países e integrou o Plano Operacional de Ação 2026–2027 do EMPACT, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Por que as semissubmersíveis são um desafio
As plataformas semissubmersíveis foram definidas no evento como ferramentas que navegam com baixa exposição acima da superfície da água, o que reduz significativamente a possibilidade de detecção visual.
Durante os debates, especialistas discutiram características operacionais dessas plataformas, métodos empregados pelas organizações criminosas para evitar a fiscalização e os desafios enfrentados pelas forças navais e policiais na detecção e interceptação dessas embarcações.
Cooperação internacional e EMPACT
O encontro integrou o Plano Operacional de Ação 2026–2027 do EMPACT (Plataforma Multidisciplinar Europeia contra o Crime Organizado), com representantes do Brasil, Espanha, Portugal, Colômbia, Estados Unidos, Reino Unido e França.
Os participantes destacaram que a troca rápida de informações de inteligência e a coordenação entre diferentes instituições são fundamentais para aumentar a eficiência das operações, tendo em vista que as organizações criminosas exploram rotas, fronteiras e diferenças regulatórias.
Experiência da Marinha do Brasil
A Marinha do Brasil participou ativamente e apresentou experiências e capacidades desenvolvidas no combate ao narcotráfico marítimo, reforçando a necessidade de integração permanente entre instituições nacionais e internacionais.
Como parte da agenda, houve visita técnica à Base Naval de Val de Cães, em Belém, onde foram exibidas embarcações semissubmersíveis apreendidas em operações conjuntas, permitindo avaliar na prática as características dessas plataformas e os desafios de sua detecção.
Amazônia Azul, tecnologia e próximos passos
As discussões reafirmaram que a Amazônia Azul permanece como área estratégica, com milhões de quilômetros quadrados de águas jurisdicionais que precisam de vigilância reforçada para proteger recursos e combater atividades ilícitas.
Além do compartilhamento de informações, foram apontadas como prioridades a ampliação das capacidades tecnológicas, o fortalecimento dos mecanismos de inteligência e o desenvolvimento de estratégias conjuntas para antecipar tendências, incluindo o uso de veículos não tripulados e novas ferramentas de monitoramento.
Ao final, houve consenso entre os participantes de que a atuação coordenada entre países continuará sendo pilar fundamental para reduzir a capacidade de atuação do narcotráfico marítimo e fortalecer a segurança regional, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco


