terça-feira
23 junho

Cadetes de West Point participam de intenso treinamento de guerra na selva na Amazônia, conhecem CIGS e Comando Militar da Amazônia em intercâmbio militar

Cadetes de West Point vivenciaram operações, técnicas de sobrevivência e a doutrina brasileira de guerra na selva durante visita ao Comando Militar da Amazônia e ao CIGS

Futuros oficiais da Academia Militar de West Point participaram de uma programação de atividades no Comando Militar da Amazônia e no Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus.

O intercâmbio teve foco na formação em ambientes de selva, com treinamentos práticos e apresentações institucionais sobre a realidade operacional amazônica.

Ao final da visita, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre logística, sobrevivência e planejamento de operações em áreas remotas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Visita institucional e experiência operacional em Manaus

Os cadetes de West Point receberam briefings sobre a história, a missão e a estrutura do Comando Militar da Amazônia, além de conhecer a presença do Exército Brasileiro na região.

A Amazônia foi apresentada como espaço estratégico para a defesa nacional, concentrando extensas áreas de floresta, milhares de quilômetros de fronteiras terrestres e importantes recursos naturais, e exigindo preparo diferenciado e logística especializada.

Durante a programação, os visitantes entenderam como a atuação militar contribui para a proteção de fronteiras, o combate a ilícitos transnacionais, o apoio a populações locais e a preservação da soberania nacional.

Centro de Instrução de Guerra na Selva, referência internacional

Um dos pontos altos da visita foi o contato com o CIGS, instituição reconhecida internacionalmente pela formação em operações na floresta.

O centro, Fundado em 1964, tornou-se referência em técnicas de sobrevivência, deslocamento, combate e liderança em ambientes de selva, atraindo militares de diversos países ao longo de sua história.

No CIGS, os cadetes acompanharam demonstrações da doutrina brasileira de guerra na selva, e observaram como fatores climáticos, geográficos e ambientais influenciam o planejamento e a execução das operações.

Cooperação bilateral e formação de futuras lideranças

A visita integra iniciativas de intercâmbio entre os Exércitos do Brasil e dos Estados Unidos, com ênfase na formação de lideranças militares e no compartilhamento de conhecimentos sobre operações em selva.

Especialistas consultados destacam que a interação entre academias e centros de excelência operacional amplia a compreensão sobre diferentes realidades estratégicas e fortalece a interoperabilidade entre forças amigas.

Além de trocar técnicas e práticas operacionais, a atividade aproximou futuras lideranças dos dois países, contribuindo para a construção de relações de confiança e para o aperfeiçoamento profissional em um dos cenários mais complexos do planeta.

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