Tecnologia que usa ondas sonoras de alta frequência, capaz de mapear o leito e reduzir zonas de busca, com cobertura que pode chegar a 300 metros e ajuda em operações como no Rio Xingu
O sonar de varredura lateral ampliou a capacidade da Marinha em localizar embarcações naufragadas e vítimas em águas de baixa visibilidade.
A ferramenta gera imagens detalhadas do fundo a partir do retorno de ondas sonoras, permitindo buscas mais rápidas e seguras por mergulhadores e equipes de salvamento.
As informações a seguir explicam como o equipamento funciona, suas vantagens e exemplos recentes de emprego em operações no Brasil, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Como funciona o sonar de varredura lateral
O sonar de varredura lateral, também conhecido pela sigla SSS, emite ondas sonoras de alta frequência que se propagam pelo ambiente aquático e retornam ao receptor ao encontrar objetos ou irregularidades.
Com esses ecos o sistema constrói imagens do leito, permitindo representar com precisão bancos de areia, formações rochosas, troncos, equipamentos de fundeio e embarcações naufragadas.
Segundo especialistas citados na fonte, em águas rasas, o sonar consegue distinguir alvos com dimensões em escala centimétrica, e a área de cobertura pode alcançar até 300 metros de varredura, informações que ajudam a reduzir a área a ser vasculhada.
Vantagens operacionais e segurança
Em rios e mares com alta turbidez, a observação visual é praticamente impossível, por isso o sonar passa a ser a principal forma de encontrar alvos submersos.
A tecnologia permite um mapeamento prévio da área, reduzindo significativamente a zona de busca e otimizando o emprego de recursos humanos e materiais.
Além disso, o equipamento aumenta a segurança das equipes, pois antes de entrar na água os mergulhadores recebem informações sobre obstáculos e possíveis riscos no fundo, o que melhora o planejamento da missão.
Casos em que o equipamento foi empregado
O sonar da Marinha foi usado recentemente nas buscas por um adolescente desaparecido após o naufrágio de uma voadeira no Rio Xingu, em Altamira (PA), mostrando sua relevância para salvaguarda de vidas.
Em operações de grande repercussão, o equipamento também auxiliou nas buscas pelas vítimas do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre os estados do Maranhão e Tocantins, em dezembro de 2024, além de ações em Bacabal (MA) e em Eldorado dos Carajás (PA).
Esses episódios demonstram como a incorporação de tecnologia como o sonar de varredura lateral amplia a capacidade de resposta da Marinha diante de emergências.
Limitações, interpretação e futuro
O desempenho do sistema depende de fatores como profundidade, tipo de fundo e frequência utilizada, por isso a interpretação das imagens exige pessoal treinado em hidrografia e oceanografia.
O sonar não substitui o trabalho de mergulhadores, mas reduz o tempo de busca e os riscos, servindo como ferramenta de apoio que antecipa perigos e orienta operações de resgate.
No Brasil, a aplicação do sonar de varredura lateral em rios e áreas costeiras mostra que a tecnologia passou a ser um aliado indispensável em missões que exigem rapidez, precisão e segurança operacional.


